Rádio Observador

Transportes Marítimos

Sindicatos chegam a acordo com Transtejo e Soflusa e equacionam levantar greve

A administração da Transtejo/Soflusa ofereceu um aumento de 28 euros para todas as categorias de trabalhadores. Sindicatos aceitaram proposta, que ainda terá de ser ratificada até 31 de julho.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Os sindicatos dos trabalhadores da Transtejo e Soflusa aceitaram esta segunda-feira um aumento de 28 euros para todas as categorias, incluindo a dos mestres, comprometendo-se a levantar a greve caso os trabalhadores aprovem a decisão, informou fonte sindical.

“A empresa fez uma proposta para acabar com o conflito. Pediram a colaboração de todos os sindicatos e anuíram todos, incluindo o meu e até os próprios mestres tiveram um chamamento de consciência e aceitaram”, revelou à Lusa Alexandre Delgado, do Sindicato da Mestrança e Marinhagem da Marinha Mercante, Energia e Fogueiros de Terra (SITEMAQ).

O sindicalista falava após uma reunião, em Lisboa, entre os sindicatos representativos dos trabalhadores e a administração da Transtejo/Soflusa, empresas de transporte fluvial entre as duas margens do rio Tejo, que partilham a administração.

A partir de agosto, segundo Alexandre Delgado, todos os trabalhadores receberão um aumento de 28 euros, enquanto o atual subsídio de chefia dos mestres (49,44 euros) será integrado no salário base desta categoria.

A proposta foi aceite pelas estruturas sindicais, contudo, acrescentou o responsável, ainda terá de ser “ratificada pelos trabalhadores até 31 de julho”.

Caso se verifique esta aprovação, “os mestres e todos os sindicatos comprometem-se a levantar os pré-avisos”, afirmou Alexandre Delgado, adiantando que essa medida foi tomada já hoje pelo SITEMAQ.

A Lusa tentou contactar o Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM), que representa os mestres, para confirmar se há intenção de levantar a greve às horas extraordinárias, iniciada em 6 de julho na Soflusa, mas até ao momento não foi possível obter declarações.

Já a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) adiantou hoje em comunicado que, se o acordo for aprovado pelos trabalhadores, “as negociações serão retomadas a partir de 08 de outubro para negociar os salários para 2020” e outros temas que não foram acordados até agora.

O conflito iniciou-se em junho, quando os mestres da Soflusa recusaram o trabalho extraordinário, exigindo que fosse respeitado o acordo celebrado em 31 de maio, de aumento do prémio de chefia em cerca de 60 euros, que dizem ter sido, entretanto, “suspenso”.

Esta decisão de aumento do prémio dos mestres levou a que outras categorias profissionais na empresa também avançassem com pré-avisos de greve, alegando que a subida causaria “desarmonia salarial”.

O SITEMAQ tinha convocada uma greve para 18 de junho, mas, na véspera, foi suspensa devido à subscrição de um protocolo negocial entre a administração da empresa e os sindicados, com o STFCMM a ser o único que não assinou.

A greve às horas extraordinárias e uma paralisação de três dias, na semana passada, têm originado a supressão de várias carreiras na Soflusa, afetando milhares de passageiros que todos os dias realizam a travessia entre o Barreiro, no distrito de Setúbal, e o Terreiro do Paço, em Lisboa.

Segundo a página da empresa, na terça e quarta-feira vários horários estão “sujeitos a confirmação”.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)