O Conselho Constitucional de Moçambique admitiu nesta quinta-feira o atual chefe de Estado, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, como candidatos às eleições presidenciais, num acórdão que aceita mais duas candidaturas e rejeita três por irregularidades.

Além de Filipe Nyusi e Ossufo Momade, este do maior partido da oposição, o Conselho Constitucional validou, igualmente, as candidaturas de Daviz Simango, líder do Movimento Democrático de Moçambique, e de Mário Albino, do partido extraparlamentar Ação do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI).

O documento rejeita as candidaturas de Eugénio Estêvão, Hélder Mendonça e Alice Mabota devido à insuficiência de proponentes.

A ativista moçambicana Alice Mabota teve 5.611 proponentes invalidados do total de 13.160 submetidos, lê-se no acórdão.

Hélder Mendonça, neto de Francisco Manhanga, líder histórico da Frelimo, partido no poder, viu a invalidação de 4.147 proponentes, do total de 12.250 submetidos.

Por último, Eugénio Estêvão teve 7.732 proponentes invalidados dos 11.340 submetidos.

A lei moçambicana determina que as fichas de proponentes com fotografia do candidato impressa contenham um mínimo de 10 mil e um máximo de 20 mil assinaturas de apoio que devem ser reconhecidas por notário.

As eleições gerais em Moçambique estão agendadas para 15 de outubro próximo.