O ex-ministro António Barreto foi apontado, erradamente, como cabeça de lista do Nós, Cidadãos! por Viseu. A notícia difundida esta terça-feira pela agência Lusa apontava “o professor António Barreto” como um dos nomes eleitos pelo partido para as próximas legislativas — o que levou vários meios de comunicação social, incluindo o Observador, a crer que se tratava de António Barreto sociólogo e ex-ministro –, mas não era a este professor que o comunicado se referia.

Ao jornal i, fonte do partido esclareceu que o candidato é um professor de Viseu com o mesmo nome do sociólogo, mas que não se trata do ex-ministro.

Além do professor António Barreto, o Nós, Cidadãos! também anunciou esta terça-feira que o empresário Rui Nascimento será o primeiro candidato por Beja e o advogado Sérgio Gave Fraga encabeçará a lista pela Europa.

Numa nota enviada à comunicação social, o partido anunciou estes três nomes, depois de na semana passada ter comunicado os cabeças de lista pelos círculos de Santarém, Coimbra e Bragança.

Na mesma nota, o partido indica que “vai ter um papel decisivo” nas eleições legislativas de 06 de outubro, “com as suas propostas e com os representantes dos portugueses que está a propor, competentes para lutar com os profissionais da política e para exigir que o Estado respeite os cidadãos”.

“Os eleitores portugueses vão conhecer os perigos resultantes de uma vitória do Partido Socialista e dos fatores que transformaram o PS – de partido fundador da nossa democracia que o foi – no maior perigo para a liberdade dos portugueses e para o funcionamento democrático do Estado e da sociedade”, alega a Comissão Política Nacional do Nós, Cidadãos!, que assina o texto.

O partido refere ser igualmente importante “conhecer os perigos de estagnação económica e de continuação do atraso português face a outros países da União Europeia, e avaliar as instituições democráticas, a começar pela justiça”, e insiste que no combate à corrupção, área para a qual está a preparar um plano que será apresentado “no início de setembro”.

“Em vez de um Estado omnipotente na receção das benesses orçamentais, no agravamento fiscal, nos empregos para familiares e amigos, na recusa de revisão das leis eleitorais e na tentativa do controlo partidário sobre a justiça, sabemos que não é a atirar com dinheiro de dívida aos problemas que estes desaparecem. As medidas do nosso programa eleitoral mostrarão o que queremos”, acrescenta o comunicado enviado às redações.

Para o Nós, Cidadãos! o sucesso nestas eleições, às quais apresentarão candidatos a todos os círculos eleitorais, será alcançado se conseguir eleger deputados, remata a nota.

Constituído oficialmente em junho de 2015, o Nós, Cidadãos! concorreu às eleições legislativas do mesmo ano, nas quais conseguiu 21.439 votos.

*Artigo atualizado às 23h com esclarecimento sobre o professor António Barreto.