Rádio Observador

Donald Trump

Para não “arruinar o Natal”, Trump adia aplicação de taxas aos produtos chineses

Trump anunciou o adiamento de tarifas para alguns produtos chineses para dezembro, depois de inicialmente previstas para setembro. Equipa aconselhou presidente a fazê-lo para "não arruinar o Natal".

MICHAEL REYNOLDS/EPA

Numa tentativa de impedir que Donald Trump avançasse com tarifas sobre alguns produtos chineses, os conselheiros para o Comércio Externo apelaram ao espírito natalício do Presidente dos Estados Unidos da América, segundo relata a CNN. O apelo terá funcionado: o governo anunciou o adiamento das tarifas para meados de dezembro.

A equipa do presidente fez o aviso durante uma reunião na semana passada: as taxas adicionais poderiam “arruinar o Natal”, segundo relataram fontes próximas do processo. O alerta veio na sequência da pressão que as grandes cadeias de distribuição estão a fazer para impedir uma medida que pode, muito provavelmente, provocar o aumento do preço de produtos de consumo bastante populares.

Assim, o governo norte-americano decidiu adiar para dezembro as taxas alfandegárias de 10% para alguns produtos chineses (incluindo telemóveis, computadores portáteis ou consolas para jogos), as quais estavam previstas para o início de setembro. Segundo a CNN, Trump e os seus conselheiros estão ativamente a tentar evitar que as “ansiedades económicas” cheguem aos norte-americanos antes das próximas eleições presidenciais.

Por outro lado, neste domingo Donald Trump voltou a deixar um aviso à China sobre a sua ação em Hong Kong. O Presidente dos EUA afirmou que uma repressão dos protestos em Hong Kong semelhante ao massacre na praça de Tiananmen, em 1989, poderia prejudicar as negociações sobre um acordo comercial. “Acho que seria muito difícil chegar a um acordo se houver violência, (…) se for outra Praça Tiananmen”, disse o presidente norte-americano aos jornalistas, em Nova Jersey. “Acho que seria muito difícil se houvesse violência”, reforçou. Estas declarações chegaram no mesmo dia em que o seu principal conselheiro económico, Larry Kudlow, afirmou que Washington e Pequim estão a tentar retomar as negociações de maneira a pôr fim à guerra comercial entre os dois países.

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