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Escolas

Ano letivo vai começar sem os mais de mil funcionários prometidos às escolas

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Em fevereiro, o Ministério da Educação disse que iria contratar mais mil funcionários para as escolas. Diretores dizem que concursos de vinculação nos quadros só vão estar concluídos em outubro.

"O processo está atrasado. As provas de conhecimento e avaliação psicológica estão a ser agendadas para o início de setembro, logo nenhum processo deve estar concluído em meados de outubro", explicou o presidente da ANDAEP

FILIPE FARINHA/LUSA

Os 1.067 assistentes operacionais prometidos em fevereiro às escolas portuguesas para o início do próximo ano letivo ainda não foram contratados. De acordo com o Jornal de Notícias, o Ministério da Educação admitiu que 60 escolas “ainda não iniciaram o processo para contratação”.

De acordo com 0 presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), os concursos de vinculação nos quadros só vão estar concluídos “em meados de outubro”. Filinto Lima acrescenta ainda ao JN que desconhece “que uma vaga já tenha sido preenchida”. “O processo está atrasado. As provas de conhecimento e avaliação psicológica estão a ser agendadas para o início de setembro, logo nenhum processo deve estar concluído em meados de outubro”, explicou o dirigente.

Também Orlando Gonçalves, dirigente da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, disse ao JN que não conhece, até ao momento, qualquer entrada de novos auxiliares nos quadros. Apesar de a federação ainda não ter nenhum protesto agendado, o dirigente admite que um mau arranque do ano letivo, com a falta de funcionários, pode levar à tomada de ação.

Em fevereiro deste ano, o Ministério da Educação disse que iria contratar mais mil funcionários para as escolas. “Nós vamos já hoje [quinta-feira] autorizar – e isto está a ser trabalhado com as Finanças há algum tempo – a contratação de mil assistentes operacionais para as escolas portuguesas. Mais mil assistentes operacionais”, anunciou na altura a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, durante o Fórum TSF.

A medida dos ministérios da Educação e Finanças, que a classificaram como “inédita”, é uma resposta às inúmeras queixas de diretores que, em alguns casos, já tiveram de encerrar serviços destinados aos alunos — como bar, biblioteca ou ginásios – ou mesmo que encerrar a escola por falta de funcionários que garantissem a segurança dos estudantes.

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