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Derrota? “Não há que fazer drama”. Críticas? “Aqui comigo ninguém cai”

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Bruno Lage confessou que os encarnados não tiveram a "paciência" necessária no clássico e assumiu que os dragões são mais fortes fisicamente. Mas, afirma, "há que seguir em frente".

Bruno Lage perdeu pela primeira vez na Liga NOS, ao fim de 22 jogos

NurPhoto via Getty Images

Já o tinha dito na flash, voltou a dizer na conferência de imprensa: o Benfica entrou com uma “forte pressão inicial” no jogo, mas faltou “paciência”. Bruno Lage não se escondeu e assumiu os erros. Erros esses que custaram ao treinador setubalense a primeira derrota para o campeonato desde que assumiu o leme encarnado, há 22 jogos atrás. Mas numa conferência de imprensa que sucedeu um jogo histórico por várias razões, Lage começou por elogiar Sérgio Conceição. Porquê? “Fez uma grande conferência de imprensa. Explicou tudo muito bem e fez uma análise perfeita do jogo”, comentou. “Parabéns pela conferência e pelos três pontos”, acrescentou o treinador do Benfica.

Mas vamos ao jogo — e à equipa encarnada. Lage assume que a equipa não teve “capacidade de colocar a bola no chão” e de “ter uma saída com melhor critério”, explicando que os jogadores optaram por muito jogo aéreo. Nesse capítulo, assume Lage, o Benfica “não tem hipótese” com o FC Porto, que, considera, é mais forte fisicamente. Quanto ao golo de Zé Luís — o quinto do jogador em cinco jogos — esse “foi obtido com alguma felicidade”. “O FC Porto ficou mais confortável no jogo e não tivemos a calma necessária para ir à procura do jogo”, lamenta o treinador encarnado.

Bruno Lage foi para o intervalo a perder e afirma que os segundos 45 minutos foram mais favoráveis para o Benfica. E, como é habitual, o treinador explicou as alterações que fez. Mas, antes, revelou a mensagem que passou aos jogadores no intervalo.

Vamos à procura daquilo que é o nosso jogo, esqueçam o resto. Não tenham medo de perder, nós assumimos tudo. Vamos para cima deles, à procura do nosso jogo”, lembrou o treinador.

Voltemos à análise tática do jogo: “A perder, arriscámos. Com a entrada do Adel, começámos a ter critério na construção e a ter uma saída de bola melhor”. Mas o golo do empate — ou qualquer outro — nunca chegou: “No último terço não fomos felizes”, lamenta. “Encostámos o Porto mais próximo da área, com alguns cruzamentos. Mas não conseguimos criar o volume de jogo em termos ofensivos que gostamos de fazer. Este jogo ficou um pouco longe do que gostamos de fazer”, confessou.

Questionado sobre ajustes no plantel, Lage afirma que está satisfeito com a equipa e que não vai mudar “a forma de pensar dos últimos oito meses”. “O Benfica tem de ser igual aquilo que foi na época passada. Também perdemos com o Porto por 3-1 na Taça da Liga… Não há que fazer drama, é seguir em frente”, afirmou.

E, em jeito de conclusão, o treinador setubalense afirmou que já está a pensar no próximo jogo, com o Braga, e defendeu os jogadores do seu plantel, aquilo que descreve como “uma família que trabalha muito bem”.

Aqui comigo ninguém cai. É preferível cair o treinador primeiro do que os jogadores, que eles dão tudo”, afirmou.

O Benfica joga no próximo domingo na pedreira, frente ao SC Braga. Com a derrota deste sábado, o Benfica cai para o terceiro lugar da tabela classificativa. Já os dragões sobem, provisoriamente, ao trono da Liga NOS, somando seis pontos — os mesmos que os encarnados e o Famalicão.

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