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Brexit

Trabalhistas britânicos recusam eleições antecipadas propostas por Boris Johnson

Jeremy Corbyn está a preparar-se para recusar a proposta de eleições antecipadas feita por Boris Johnson. Quer obrigar o primeiro-ministro a alargar prazo do Brexit. E recusa "manobras de distração".

Ao recusar as eleições antecipadas, Jeremy Corbyn pode querer obrigar Boris Johnson a negociar um alargamento da data-limite para o Brexit

Dan Kitwood/Getty Images

O Partido Trabalhista britânico vai recusar a proposta de eleições antecipadas feita por Boris Johnson, está a avançar o The Telegraph.

O partido teme que a proposta do primeiro-ministro do Reino Unido sirva como “manobra de distração” para forçar um Brexit sem acordo: “Dado o comportamento do primeiro-ministro e dos conselheiros, precisamos de ter certeza absoluta de que não vamos acabar numa situação em que as eleições sejam usadas como uma distração, enquanto eles no atiram para fora da União Europeia sem um acordo”, justificou Emily Thornberry, ministra sombra dos Negócios Estrangeiros.

As declarações da deputada foram feitas numa entrevista no programa “Today” da BBC Radio 4 esta manhã. “A possibilidade de haver eleições gerais é, obviamente, extremamente atraente. Mas temos uma crise imediata à nossa frente e isso precisa de ser resolvido antes de qualquer outra coisa”, concretizou Emily Thornberry. De resto, os trabalhistas dizem temer que, apesar de Boris Johnson ter sugerido o 15 de outubro como data para a ida dos britânicos às urnas, o primeiro-ministro consiga adiar as eleições para depois do final do próximo mês.

A estratégia também pode ser outra, sugere o The Telegraph. Ao recusar as eleições antecipadas, Jeremy Corbyn, líder do Partido Trabalhista, pode querer obrigar Boris Johnson a negociar um alargamento da data-limite para uma saída do Reino Unido da União Europeia. Neste momento, quer tenha um acordo ou não, os britânicos têm de sair da União Europeia inevitavelmente a 31 de outubro.

A data parece perigosamente perto para os deputados britânicos, já que Boris Johnson, com o aval da Rainha, suspendeu os trabalhos no Parlamento britânico por cinco semanas, até 14 de outubro. Por essa altura faltam apenas três dias para a cimeira do Conselho Europeu e duas semanas para a saída do Reino Unido da União Europeia, mesmo que não haja acordo entre as duas partes. O pedido do primeiro-ministro tem sido visto como uma forma de evitar que os membros se organizem de modo a impedir um Brexit sem acordo.

A decisão dos trabalhistas britânicos chega horas depois de Jo Johnson, irmão do primeiro-ministro Boris Johnson, secretário de Estado das Universidades e da Ciência e deputado do Partido Conservador britânico, ter apresentado a demissão dos cargos de deputado e de membro do Governo.

“Foi uma honra representar [o círculo eleitoral de] Orpington durante nove anos e servir como secretário de Estado sob a liderança de três primeiros-ministros. Nas semanas recentes, tenho estado dividido entre a lealdade familiar e o interesse nacional. É uma tensão impossível de resolver e é tempo para outros assumirem os meus lugares enquanto deputado e secretário de Estado”, escreveu Jo Johnson, que se opõe à chamada “saída dura”, isto é, sem acordo do Reino Unido da União Europeia.

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