A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a Comunidade Intermunicipal e o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) criaram esta segunda-feira nas Caldas da Rainha um grupo para começar a trabalhar no novo hospital para a região.

“O Ministério da Saúde pretende apoiar esta iniciativa de estudar a questão de forma integrada entre os responsáveis da saúde e as autarquias locais, na expectativa de chegar a uma solução que dê resposta às necessidades atuais e futuras da região Oeste”, disse aos jornalistas o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, que presidiu à assinatura do protocolo, no distrito de Leiria.

Com a assinatura do protocolo, deu-se um passo muito importante para a concretização do novo hospital do Oeste”, afirmou o presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste, Pedro Folgado.

Já para administradora do CHO, Elsa Baião, “este grupo de trabalho é um primeiro passo, muito importante, no sentido de começar a trabalhar e a visualizar o que poderá ser o novo hospital e de que forma poderá dar resposta a esta região”. O grupo de trabalho deverá começar ainda este mês a recolher informação para entregar aos consultores que vão elaborar o estudo.

Além da criação do grupo de trabalho, a OesteCIM vai em breve lançar concurso para a elaboração de um estudo para definir o tipo de valências e a localização que a nova unidade hospitalar vai ter, assim como o aproveitamento a dar às atuais unidades. “Assim que tivermos o estudo, vamos pressionar a administração central para a sua execução”, sublinhou Pedro Folgado, referindo que a região Oeste quer que o novo hospital seja inscrito nos Orçamentos do Estado na próxima legislatura.

Elsa Baião defendeu que o novo hospital deverá ter as valências existentes nas unidades atuais e outras que possam ser criadas. “Faz sentido que a estrutura seja o mais robusta possível em termos de capacidade de resposta para reter os doentes sem sobrecarregar os hospitais de Lisboa, com vantagens para as pessoas e para os hospitais, que estão muito sobrecarregados”, considerou.

Um novo hospital permitiria “otimizar recursos que são escassos” e ter uma “oferta articulada”, refere o protocolo. As três entidades subscritoras do documento reconhecem que os atuais hospitais, em Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, estão “distantes entre si e colocam problemas de gestão de recursos, agravando a dificuldade em fixar médicos em algumas especialidades”.

Por outro lado, os edifícios já não se “adequam à prática de uma medicina moderna, necessitando permanentemente de obras de elevado montante, não existindo condições para a expansão de nenhum dos atuais polos”. Estas três unidades já existentes deverão continuar ligadas à saúde, podendo vir a integrar a Rede de Cuidados Continuados.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche e serve cerca de 300 mil habitantes daqueles três concelhos, assim como de Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro).