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Incêndios

Brasil diz na ONU que está comprometido em combater a desflorestação da Amazónia

"O apelo imediato às Forças Armadas e outros órgãos públicos para combater os incêndios é um sinal do nosso compromisso com a Amazónia", disse a embaixadora brasileira Maria Nazareth Azevedo.

LUÍS FORRA/LUSA

O Brasil garantiu esta terça-feira, perante a Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, o seu compromisso de combater a desflorestação ilegal da Amazónia, maior floresta tropical do mundo.

“O Brasil está totalmente engajado na luta contra a situação atual na região amazónica. O governo brasileiro reafirma seu compromisso de combater a desflorestação ilegal”, disse a embaixadora brasileira Maria Nazareth Azevedo ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A posição da diplomata foi assumida um dia após a alta comissária para os Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, se ter declarado “profundamente preocupada com a aceleração drástica da desflorestação” na maior floresta tropical do mundo, na abertura da 42.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Bachelet também disse que “os incêndios que atualmente ocorrem na floresta tropical podem ter um impacto catastrófico no mundo e para a humanidade”.

“Os seus piores efeitos são experimentados por mulheres, homens e crianças que vivem nessas áreas, e talvez nunca saibamos o número total de mortes e ferimentos que ocorreram nas últimas semanas na Bolívia, Paraguai e Brasil”, acrescentou a responsável da ONU.

O governo brasileiro, liderado pelo político de extrema-direita Jair Bolsonaro, foi fortemente questionado nas últimas semanas pela comunidade internacional por causa do ressurgimento de grandes ações de desflorestação e incêndios na Amazónia dentro do Brasil.

Segundo dados oficiais provisórios, a destruição da floresta amazónica no Brasil praticamente dobrou entre janeiro e agosto de 2019 face ao mesmo período de 2018.

Em Genebra, a embaixadora brasileira garantiu que esses incêndios são um “fenómeno sazonal, frequente durante a estação de seca” e estão em níveis semelhantes à média dos últimos 20 anos.

O apelo imediato às Forças Armadas e outros órgãos públicos para combater os incêndios é um sinal do nosso compromisso com a Amazónia e o desenvolvimento sustentável da região”, acrescentou Maria Nazareth Azevedo.

O Brasil registou 4.935 focos de queimadas na Amazónia brasileira nos oito primeiros dias de setembro, informou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que revela que desde o início do ano os incêndios aumentaram 47%.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta. Tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

O Inpe anunciou este domingo que a desflorestação da Amazónia aumentou 222% em agosto, em relação ao mesmo mês de 2018.

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