A dívida da Assistência na Doença aos Militares (ADM) aumentou 748% desde 2010. Atualmente, a dívida gerida pelo Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA) encontra-se em quase 95 milhões de euros, segundo noticia esta segunda-feira o Correio da Manhã. O mesmo jornal adianta que a ADM atingiu este valor negativo porque as despesas anuais (cerca de 94 milhões de euros) são em muito superiores às receitas provenientes do Orçamento do Estado e das quotas dos beneficiários (73 milhões de euros).

Contudo, o Instituto de Ação Social das Forças Armadas desmente que a dívida ascenda a 95 milhões de euros: “O montante referido não tem correspondência com os valores apurados pelo IASFA. O montante exato da dívida da ADM encontra-se plasmado na Conta de Gerência do IASFA”, afirma o instituto, citado pelo Correio da Manhã.

Para resolver o problema dívida, o Ministério das Finanças, o Ministério da Defesa e ainda o IASFA estão a trabalhar em conjunto num plano que visa pagar o montante através de prestações. Ainda assim, o IASFA deverá avançar com parte significativa da dívida num pagamento inicial.

Em 2017, a ADM contava com 115.085 beneficiários, a quem são prestados cuidados de saúde. Estes cuidados são prestados no âmbito do Serviço Nacional de Saúde e financiados através do Estado e dos descontos dos beneficiários.