E se pudesse ser transportado pelo rio Sena, em Paris, numa espécie de táxi ‘voador’ aquático, que viaja sobre a água e que — garante a fabricante, uma startup com o mesmo nome do veículo que concebeu, SeaBubble (o nome significa algo como “bolha do mar”) — não faz barulho, ondas ou poluição, funcionando a energia elétrica? Se está recetivo à ideia, saiba que o taxi ‘voador’ pode vir a ser uma realidade daqui a seis meses. Segundo o jornal espanhol ABC, que cita “autoridades locais”, a exploração comercial poderá começar “no primeiro trimestre de 2020”, caso a “fase de provas corra bem”.

O veículo tem vindo a ser testado e, segundo as mesmas fontes parisienses, várias etapas do processo de certificação “foram concluídas com êxito”, incluindo a apresentação de um relatório técnico em consonância com a regulamentação em vigor, a entrega de um título de navegação para o barco da empresa Sea Bubbles e a disponibilidade por parte dos portos de Paris de uma escala prevista no porto de Bercy”.

A previsão é de que quem explorar comercialmente o transporte através de veículos Sea Bubbles tenha duas horas para o fazer durante a manhã e duas horas para o fazer durante a tarde. Se forem certificados e autorizados a transportar pessoas, estes barcos terão um limite máximo de velocidade para navegar de 30 km/h.

Também chamado de “táxi voador” (assim chamado por dar a sensação de que viaja no ar, embora isso não aconteça), este veículo hidrofólio plana por cima da água e funciona por propulsão elétrica, com duas hélicas ligadas aos “patins” traseiros. Começou a ser desenvolvido por uma startup fundada em 2016 por Alain Thébault e Anders Bringdal.

Segundo a empresa, o carregamento elétrico do veículo tem de ser feito periodicamente, podendo ser reabastecido com recurso a energia de painéis solares e a turbinas de carregamento das baterias.

No seu site oficial, a Sea Bubbles detalha a sua “missão”: “Em 2050 haverão quatro mil milhões de carros nas estradas e mesmo que funcionem a energias limpas, criarão um trânsito massivo no tráfego. Acreditamos que o futuro da mobilidade passará pela água, um percurso natural e histórico na mobilidade das cidades que tem andado a ser subvalorizado há muito tempo”.