É mais uma das consequências da falência da Thomas Cook, a mais antiga agência de viagens britânica que a semana passada sucumbiu a uma dívida de mais de mil milhões de euros e deixou milhares de turistas espalhados pelo mundo: até ao final de 2019 a Fidelidade vai registar perdas de 16 milhões de euros.

O fim da Thomas Cook, a icónica agência de viagens britânica

“A Fidelidade detém, através de uma empresa participada não seguradora, uma participação de cerca de 7% no operador turístico britânico Thomas Cook, cotado na Bolsa de Valores de Londres. Esta posição minoritária tem natureza meramente financeira, não tendo a Fidelidade qualquer participação na gestão corrente deste operador turístico”, explicou fonte da seguradora portuguesa liderada por Jorge Magalhães Correia ao Eco.

A Thomas Cook foi uma das empresas em cujo capital a Fidelidade entrou desde que foi adquirida, em 2014, pela chinesa Fosum (Club Med e cerveja Tsingtao são algumas das outras). Ao todo, a seguradora portuguesa detinha 7,23% das ações da Thomas Cook — a Fosun, no conjunto, detinha 18,6% e era a maior acionista da agência de viagens. Um facto que, já garantiu a Moody’s, terá “um impacto limitado sobre o perfil de crédito da Fosun”, já tinha noticiado esta segunda-feira o Jornal Económico.

Apesar de assumir que os danos poderão até ser maiores e não se limitarem aos 16 milhões agora contabilizados, a Fidelidade desvaloriza a situação, garantindo que os danos estimados para 2019 “representam apenas cerca de 0,1% do total de ativos sob gestão detidos pela Fidelidade”. “Apesar da falência anunciada, a empresa detém ainda um conjunto de ativos muito valiosos e que serão geridos no processo de liquidação”, acrescenta.