Uma das sensações dos anos 1980 na televisão norte-americana, Diahann Carroll morreu no dia 27 de setembro, aos 84 anos. A família apenas anunciou a morte da atriz esta sexta-feira, pela voz da filha, Susan Kay, à agência Associated Press (AP).

Nascida no bairro do Bronx, em Nova Iorque, a atriz iniciou a sua carreira aos 15 anos, como modelo para revistas. Graduou-se na Escola Superior de Arte e Música de Nova Iorque e venceu um show de talentos chamado Chance Of A Lifetime, o que abriu caminho ao seu primeiro trabalho na Broadway. Foi no musical “House of Flowers”.

Diahann Carroll no set de filmagens de “Anatomia de Grey”

Em 1962 converteu-se na primeira mulher negra a vencer os prémios Tony — equivalente aos Óscares da arte cénica — com a sua interpretação em “No Strings”. Antes de Carroll, só uma mulher negra tinha sido nomeada [em 1959, com Lena Horne, na peça “Jamaica”].

Mas foi em 1968 que o sucesso de Carroll atingiu o seu ponto mais alto. Até então os papéis atribuídos a mulheres negras nas séries televisivas limitavam-se a papéis de empregadas domésticas. Diahann Carroll foi a primeira a fazer outro papel, e logo como protagonista da série “Julia”, que durou até 1971. O papel rendeu-lhe um Globo de Ouro no ano de estreia da série, em 1969, e uma nomeação para o mesmo prémio no ano seguinte, na categoria de atriz em série de comédia.

Em 1974, Diahann Carroll foi nomeada para o Óscar de Melhor Atriz no filme “Claudine”. Recentemente, em 2008, Carroll foi nomeada aos prémios Emmy, na categoria de atriz convidada, pela sua interpretação na série “Anatomia de Grey”.