Maria Rita Lopes Pontes, ou Irmã Dulce, o nome pelo qual ficou conhecida a religiosa que se tornou este domingo a primeira Santa brasileira. A cerimónia de canonização, realizada na manhã deste domingo no Vaticano, foi conduzida pelo Papa Francisco na Praça de São Pedro, frente à basílica com o mesmo nome. Além da Irmã Dulce, foram também santificados o antigo cardeal inglês John Henry Newman, A italiana Giuseppina Vannini, a indiana Maria Teresa Chiramel Mankidiyan e a suíça Margarita Bays.

Com dois milagres reconhecidos, a religiosa baiana, que nasceu em 1914 e morreu em 1992, passa a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres.

O processo de canonização da Irmã Dulce foi encetado no ano 2000, tendo um dos seus milagres sido reconhecido pela Santa Sé ainda em 2003, sob o papado de João Paulo II. Segunda a Folha de São Paulo, o mesmo terá acontecido na cidade de Itabaiana, em Sergipe, quando as orações à religiosa terão feito cessar uma hemorragia numa mulher que acabara de dar à luz o seu segundo filho.

Em abril de 2009, o então papa Bento XVI concedeu-lhe o título de Venerável. Beatificada dois anos mais tarde, numa cerimónia que reuniu milhares de pessoas em Salvador, acabaria mesmo por ver o seu segundo milagre reconhecido pelo Vaticano — a cura instantânea da cegueira de um homem.

O novo santo que sentou o anglicano príncipe Carlos na Praça de São Pedro

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Outros dos beatos santificados este domingo foi inglês John Henry Newman. O antigo cardeal é o primeiro britânico a ser canonizado em 40 anos. Princípe Carlos, filho de Isabel II, disse num editorial publicado no Osservatore Romano que a canonização de Newman é uma “causa de celebração não apenas no Reino Unido, e não apenas para os católicos, mas para todos que apreciam os valores pelos quais ele foi inspirado”. Segundo o monárquico, Newman foi “um dos maiores teólogos do século XIX”.

Newman era um sacerdote anglicano inglês que se converteu ao catolicismo. Morreu em 1890 e foi fundador do Oratório de São Felipe Néri, na Inglaterra.