Tropas paquistanesas e indianas trocaram tiros na região dos Himalaias, na Caxemira, matando quatro civis e ferindo cerca de uma dúzia de outras pessoas, confirmaram hoje as autoridades dos dois países.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão disse esta quarta-feira que convocou um diplomata indiano para protestar contra as “violações do cessar-fogo” na terça-feira, que matou três civis, incluindo duas crianças, do lado paquistanês da fronteira da Caxemira.

Na Índia, o tenente-coronel Devender Anand, porta-voz do Exército, disse que o Paquistão disparou contra duas dúzias de postos do exército indiano ao longo do altamente militarizado setor de Poonch, na segunda e na terça-feira. Anand afirmou que as tropas paquistanesas usaram morteiros e metralhadoras e atacaram várias aldeias. O porta voz culpou o Paquistão por ter iniciado a troca de tiros e disse que as suas tropas responderam ao que chamou de uma série de violações não provocadas do cessar-fogo.

Anteriormente, um administrador civil indiano, Rahul Yadav, disse que uma jovem mulher e vários bovinos foram mortos devido a disparos paquistaneses no setor de Poonch na terça-feira.

Esta quarta-feira, um oficial da polícia indiana Parvaiz Ahmed disse que as forças de segurança indianas mataram três militantes numa troca de tiros no sul da Caxemira, após informações de que um grupo de militantes estava escondido na cidade de Bijbehara.

A Caxemira é dividida entre o Paquistão e a Índia e é reivindicada pelos dois países na totalidade. As duas nações asiáticas já travaram duas guerras pela província. A Índia provocou um novo aumento da tensão em agosto, quando retirou o estatuto especial da província de Jammu e Caxemira e impôs controlos mais rígidos sobre a área.