Pelo menos sete pessoas, incluindo três crianças, morreram nas regiões do Delta do Nilo e Sinai, no Egito, na sequência das fortes chuvadas de terça-feira, que causaram engarrafamentos e inundaram estradas, anunciaram esta quarta-feira as autoridades locais.

Cinco dos mortos eram das províncias de Sharqia, Gharbia e Kafr el-Sheikh, no Delta do Nilo, de acordo com o Ministério do Interior do Egito, que explicou que três destas pessoas, incluindo duas crianças, foram eletrocutadas, e outras duas caíram dos telhados das suas casas, ao fugir das inundações.

As autoridades locais do norte do Sinai também registaram duas mortes, tendo o presidente do município de el-Hassana adiantado que se tratava de um agricultor de 47 anos e da sua filha de 13, ambos levados pelas águas. O subúrbio oriental de Nasr City, no Cairo, foi o local mais atingido, seguido de Heliopolis, próximo do aeroporto internacional.

Segundo o Governo, o nível de precipitação naqueles dois subúrbios atingiu, na terça-feira, pelo menos 650.000 metros cúbicos em 90 minutos, sobrecarregando os sistemas de esgotos e drenagem da cidade. Vários camiões foram espalhados pelo Cairo para drenar a água das áreas inundadas e uma das estradas mais importantes da capital, que liga a cidade a várias províncias, foi fechada, informou o jornal al-Ahram.

A companhia aérea EgyptAir adiantou ter adiado alguns voos na terça-feira porque os passageiros estavam presos nas estradas e incapazes de chegar ao aeroporto, enquanto uma parte do antigo terminal, que está a ser remodelado, foi completamente inundada.

Muitas pessoas capturaram, através de telemóveis, imagens das inundações, divulgando vídeos em que se veem diversos carros submersos.

Um dos vídeos mostra um homem a puxar o cadáver de uma menina para fora da água com uma escavadora, numa zona inundada da província de Sharqia, no norte do país, enquanto se ouvem gritos ao fundo. Outro vídeo mostra um polícia a entrar numa rua perto do palácio presidencial do Cairo para desobstruir um esgoto.

As autoridades fecharam esta quarta-feira várias escolas e universidades do Cairo e poucos trabalhadores marcaram presença nas empresas. O cenário está a ser alvo de muitas críticas, sobretudo nas redes sociais, com os egípcios a relatarem a incapacidade das autoridades do Cairo de lidarem com fortes chuvas por falta de manutenção dos sistemas de esgoto e drenagem.