Os Dynamic Four, um quarteto, composto por Frederico Silva, Henrique Piqueiro, Henrique Silva e Miguel Silva, que vai mostrar o seu talento nas Forças Combinadas e no Bankine através da “torre mais alta do mundo”. O coletivo nasceu num dos mais interessantes projetos de circo em Portugal, que junta a SALTO International Circus School e o ACRO Clube da Maia, ginásio que tem formado campeões de ginástica capazes de conquistar medalhas em Campeonatos Europeus, Campeonatos do Mundo, Taças do Mundo e, pela primeira vez este ano, nos Jogos Europeus de Minsk.

De Braga chega uma estreia absoluta, criada para o Coliseu pela trupe Mala da Suévia Tisch, cuja sua função é deixar tudo preparado para que os artistas possam atuar devidamente. Entre acontecimentos divertidos e conflitos cómicos, o grupo promete trazer desordem e muita brincadeira.

Laurence Tremblay-Vu vai subir a seis metros de altura para se pendurar de cabeça para baixo e dançar sobre o abismo, numa dança e procurar pelo equilíbrio. O artista canadiano e vietnamita cedo percebeu que podia acumular disciplinas de circo como quem acumula nacionalidades. No currículo soma vários projetos, do Cirque du Soleil à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, e prémios, entre os quais a Medalha de Prata este ano no 40º Festival Mondial du Cirque de Demain.

Da Finlândia aterra um dos destaques desta edição, as destemidas Wise Fools, com um número raro de trapézio triplo. Natural do Tajiquistão, Mukhamadi Sharifzoda demonstra toda a sua força e equilíbrio, características que já lhe valeram este ano o prémio da crítica do importante Festival Internacional del Circ Elefant d’Or. É precisamente esse espetáculo que vai apresentar no Porto, em estreia nacional.

Outro dos artistas da Companhia Internacional de Circo Coliseu Porto é Kostiantyn Korostylenko, que com apenas 19 anos combina o ballet clássico e malabarismo, duas artes aparentemente distantes. A sua atuação foi este ano distinguida com o prémio Alexandra Bouglione no 40º Festival Mondial du Cirque de Demain.

O ídolo de todas as crianças vem da Ucrânia e chama-se Konstantin. Com quatro números diferentes preparados, o palhaço vai convidar o público a interagir em vários momentos, seja para participar na sua banda musical ou para fazer tiro ao alvo.

É difícil falar do Coliseu do Porto sem associar ao circo de Natal. A primeira edição surgiu poucos dias após a inauguração deste teatro, em 1941, e acontece até hoje de forma ininterrupta. Todos os Natais, a pista eleva-se do centro da plateia para receber quase 100 mil espetadores, entre escolas, instituições, empresas e público em geral, sendo para muitos o primeiro contacto com esta sala de espetáculos.

“O modelo de produção do Circo do Coliseu tem vindo a evoluir numa lógica de curadoria, em ligação a outros projetos, tendo como epicentro o Circo de Natal e a pluridisciplinaridade que o caracteriza, valorizando componentes acrobáticas, coreográficas e mímicas, tornando este Circo com 78 anos de história cada vez mais novo”, explica Eduardo Paz Barroso, presidente do Coliseu e responsável pela direção artística.

Pela pista de circo do Coliseu já passaram artistas de todos os continentes, como Marcel Marceau e Oleg Popov. Em 2015, o circo renovou a sua imagem com o objetivo de “privilegiar as tendências atuais do circo contemporâneo, interligando-as com as disciplinas mais tradicionais”, sendo igualmente o ano em que os animais deixaram de fazer parte do espetáculo.

O Circo Coliseu Porto estreia no dia 13 de dezembro, pelas 21h, e estende-se até 1 de janeiro de 2020. Ao todo há 12 sessões abertas ao público, incluindo uma sessão no dia 25 de Dezembro, às 17h, e outra no Dia de Ano Novo, também às 17h. Os bilhetes custam entre os 8€ e os 18€, sendo que as crianças até aos 12 anos têm 50% de desconto.