Milhares de pessoas voltaram a concentrar-se este domingo em Hong Kong para novos protestos anti-governo. Foi um “regresso em força” dos manifestantes às ruas da região, titula o jornal norte-americano The New York Times — após uma semana “relativamente calma” e umas eleições que parecem ter dado força ao movimento que se opõe ao governo de Hong Kong.

Nos protestos deste domingo, a polícia disparou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes. Mas acabou por atingir moradores e idosos. Foi “o fim de um raro intervalo na violência”, aponta a agência noticiosa Reuters, que regressou após uma concentração na qual se ouviram cânticos como “revolução do nosso tempo” e “libertem Hong Kong”. Foram ainda feitas “várias detenções” (ainda não se conhecem os números oficiais) ao longo do dia.

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No decurso das manifestações, as lojas, restaurantes e outros pontos do comércio local da movimentada zona de Tsim Sha Tsui fecharam as portas, por ser ali o principal ponto de concentração dos manifestantes. Um grupo de centenas de pessoas marchou ainda em direção ao consulado norte-americano em Hong Kong, para mostrar “gratidão” pelo apoio dos EUA às manifestações dos últimos meses, de acordo com a agência Reuters.

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O regresso dos protestos aconteceu após um sufrágio eleitoral em Hong Kong que resultou numa maioria para os partidos pró-democracia. Críticos da interferência chinesa na região (que Beijing diz ser uma fantasia criada por forças de oposição), os manifestantes pedem agora também uma investigação independente à atuação da polícia local na resposta aos protestos e o fim do que consideram ser “uso indiscriminado” de gás lacrimogéneo.

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Ao longo da próxima semana deverão prosseguir os protestos. Espera-se, no entanto, que a próxima grande concentração de manifestantes aconteça no próximo domingo, 8 de dezembro.