A Lotus continua apostada em cumprir todas as promessas que fez quando revelou ao mundo o seu primeiro modelo movido exclusivamente a bateria. Com os seus 2000 cv e 1700 Nm de binário extraídos de quatro motores eléctricos, o Evija apresentou-se como o mais potente hiperdesportivo apto a circular em estrada. Para cúmulo, entrando no território de modelos como o Rimac C_Two.

Com uma produção limitada a 130 unidades, ou seja, mais exclusivo do que o Mercedes-AMG One (275) ou o Aston Martin Valkyrie (150) – outros dois hiperdesportivos que pretendem impor-se na via pública, embora estes não prescindam de motor a combustão -, o primeiro automóvel eléctrico saído de Hethel continua a cumprir o seu programa de desenvolvimento. Além das típicas simulações em computador, agora foi chegada a vez de o Evija fazer a sua estreia dinâmica. E logo fiel à filosofia da marca, que sempre se norteou pela lógica “input = output”.

2000 cv na estrada. Lotus Evija é uma bestialidade

Três protótipos enfrentaram as primeiras sessões de teste, em Itália e no Reino Unido. Segundo a marca, a unidade 2 é que se encontra num estádio mais avançado do programa de desenvolvimento. A Lotus divulgou um vídeo onde a mostra em pista, mas sem qualquer auxílio electrónico: é o Evija no seu estado mais selvagem.

Gavan Kershaw

Gavan Kershaw

De acordo com o responsável pelo desenvolvimento do Evija, Gavan Kershaw, a marca está a afinar o chassi e a testar a agilidade do superdesportivo sem interferências. “O carro está num estado completamente puro, sem controlo de estabilidade ou vectorização do binário”, explica Kershaw, acrescentando que tal permite ao fabricante retirar benefícios mecânicos desta opção. Desde a distribuição da potência à estabilidade do veículo e à aderência dos pneus, o programa de desenvolvimento do Evija visa conferir-lhe o feeling de condução característico da Lotus, passando para um modelo a bateria o mesmo tipo de resposta que se encontra num Evora ou num Exige.

Com um peso de 1680 kg, o Evija monta ao centro uma bateria (de capacidade não especificada) que lhe deverá permitir homologar 400 km de autonomia. Será capaz de superar os 320 km/h, depois da barreira dos 100 km/h ficar para trás antes de o cronómetro marcar 3 segundos.