Primeiro foi o Chelsea a assumir-se como possibilidade depois de receber a notícia que poderia voltar a contratar já neste mercado de janeiro. A seguir foi a hipótese Manchester City, num projeto onde faria o render da guarda ao também espanhol compatriota no início da próxima temporada. Por fim, e mais recentemente, um cenário aberto como moeda de troca num negócio com Paul Pogba para o Manchester United. Isco, aquele médio de 1,76m que joga de bola colada ao pé e que tantas vezes foi elogiado como uma espécie de super herói sem capa desde que chegou ao Real Madrid, foi colocado na órbita de vários clubes nas últimas semanas. Mas Isco, que é também o médio que sempre apostou em vingar nos merengues, pode não estar propriamente para sair.

Na primeira meia-final da Supertaça de Espanha com o Valencia (um novo formato “inventado” pelo líder da Federação Rubiales que tem mais gente contra do que a favor), num King Abdullah Sports City na Arábia Saudita que não estava cheio nem com os ambientes “normais”, o internacional espanhol foi o principal destaque da equipa de Zinedine Zidane, voltando a justificar uma titularidade que só no final de novembro começou a conseguir ganhar – e numa altura em que o conjunto de Madrid estava carente de maior criatividade para fazer o transporte de bola até aos avançados. Mais do que isso, fez a sua exibição mais completa desde que chegou, em 2013.

Nas 123 vezes que tocou na bola ao longo dos 90 minutos do triunfo por 3-1 desta quarta-feira, Isco tentou 102 passes e conseguiu acertar 96, numa eficácia de 94% – um recorde desde que trocou o Málaga pelo Real. Além disso, criou uma oportunidade e marcou um golo (39′), o primeiro de uma temporada onde soma “apenas” 798 minutos em 15 jogos (nove como titular) entre Campeonato, Supertaça e Liga dos Campeões.

Antes, numa das exibições mais consistentes da temporada frente a um Valencia que tem vindo a crescer nos últimos encontros com Celades, o Real já se tinha adiantado no marcador à passagem do primeiro quarto de hora num improvável canto direto apontado por Toni Kroos que apanhou não só Jaume Doménech desprevenido como a própria realização do encontro, que “falhou” o golo inaugural em direto pela celeridade da cobrança. No segundo tempo, Luka Modric aumentou para 3-0 num remate de trivela dentro da área (65′) que carimbou em definitivo o triunfo apenas reduzido em período de descontos por Dani Parejo de grande penalidade.

Desta forma, o Real Madrid ficou como primeiro apurado para a final da Supertaça de Espanha, ficando agora à espera do vencedor do jogo desta quinta-feira entre Barcelona de Nelson Semedo e Atl. Madrid de João Félix para saber quem irá defrontar no encontro decisivo do próximo domingo (18h).