O Grupo Renault (Renault, Dacia, Alpine e Samsung Motors) comercializou 3,75 milhões de veículos em 2019, um bom valor, mas inferior em 3,4% quando comparado com os dados de 2018, segundo a Automotive News. A Europa não é o problema, uma vez que no Velho Continente as vendas cresceram 1,3%. A questão reside nos restantes mercados, com as vendas em termos globais a serem parcialmente compensadas pelo crescimento nos eléctricos do grupo francês, que subiram 24%, com 19% a incidirem sobre o Zoe e outro tanto sobre o Kangoo ZE.

Face ao crescimento dos veículos eléctricos, não espanta que o grupo francês se tenha concentrado nos modelos a bateria para incrementar as vendas. Está previsto e já foi anunciado um SUV a bateria para liderar a gama de eléctricos a bateria, posicionando-se por cima do Zoe. Mas a Renault prepara igualmente uma resposta para os Volkswagen e-up!, Seat Mii e Skoda Citigo eléctricos, todos eles com mais capacidade de bateria, para lhes garantir uma autonomia acima de 260 km.

A proposta barata da Renault será baseada no Twingo, modelo que facilmente terá direito a uma versão alimentada por bateria, uma vez que já é a marca francesa a produzir o Smart EV, nas suas instalações (o quatro portas, com os duas portas a utilizarem o seu chassi).

A Renault não lançou até agora um Twingo EV por não acreditar numa proposta com uma autonomia tão reduzida como o Smart Forfour EV, que extrai de uma bateria com apenas 17,6 kWh uma autonomia de somente 129 km. Porém, as baterias não param de evoluir e como a Renault é líder nas vendas de eléctricos (passageiros e comerciais) na Europa, é provável que consiga rapidamente aproximar-se dos 260 km dos pequenos (e baratos, pois são vendidos por cerca de 20.000€ na Europa) modelos do Grupo Volkswagen.

Se o Zoe evoluiu de 22 kWh em 2012 para 52 kWh em 2019, graças à evolução da tecnologia, é possível que também o Twingo EV, que não avançou em 2014 por a autonomia não ser a desejada, possa  finalmente vir a ser uma alternativa a ponderar.