“É o fim da linha.
É o fim da linha para a incompetência, para o trabalho silencioso, para a inexistente falta de estratégia desportiva, financeira e comunicacional.”

Às 19h06 como estava anunciado e recordando o ano de fundação do Sporting, a Juventude Leonina emitiu um comunicado através das páginas oficiais nas redes sociais com várias críticas ao Conselho Diretivo liderado por Frederico Varandas (o que já não é novidade) mas com três ideias claras: a recente eliminação da Taça da Liga, a que se juntam o quarto lugar a 19 pontos de diferença para a liderança no Campeonato, o afastamento precoce da Taça de Portugal e a goleada sofrida na Supertaça, constitui o tal “fim de linha”, sendo assim pedido a Rogério Alves para que marque uma Assembleia Geral para que os sócios sejam ouvidos. Em paralelo, a claque anunciou também uma manifestação de protesto a 9 de fevereiro, em Alvalade, dia do jogo com o Portimonense.

“O Sporting bateu no fundo e com estrondo, basta verificar que a nível do futebol sénior ainda a segunda volta do campeonato não se iniciou e não só está a 19 pontos do primeiro lugar como está a 15 pontos da ‘linha de água’. Só nesta época já perdeu 5-0 na Supertaça, foi eliminado da Taça de Portugal pelo Alverca, eliminado da Taça da Liga (…) O problema é de simples análise: trata-se do amadorismo de uma direção incapaz, repleta de autómatos que estão a mando de terceiros com interesses próprios. Basta. Cumpre-nos apelar a todos os sócios, a todos os adeptos e simpatizantes que se unam e que sejam capazes de, em nome e interesse do nosso clube que tanto estimamos, com a dignidade que se impõe, dar a mão a estes senhores que se sentam nas cadeiras executivas e acompanha-los à porta de saída com um ‘até nunca mais'”, começa por defender a publicação.

Entre as críticas diretas a Varandas, são apontados pontos como a ausência na condecoração de Jorge Fonseca pelo Presidente da República (depois de ter estado na cerimónia de Jorge Jesus); a decoração do balneário “permitida” ao Benfica no último dérbi; a contratação de Bolasie, Jesé Rodríguez e Fernando no último dia de mercado em que saiu Raphinha; ou a política de comunicação, entre outras notas ligadas ao mercado.

“O presidente da Mesa da Assembleia Geral tem a palavra e a obrigação de agir em representação dos associados, os sócios têm o poder decisório. Estamos a tempo, é preciso que se conceda que este é o momento: temos uma época perdida, pelo que demos oportunidade a pessoas de bem, com sentido de liderança, de função, terem a possibilidade de, atempadamente, preparar uma época e reerguer o nosso clube. Vamos a eleições e não deixemos mais a nossa marca, o nosso nome, ser tratado com esta leviandade. O espaço que as pessoas ocupam e a autoridade que as pessoas exercem pode sempre ser medida com precisão matemática pelo serviço que prestam. Basta”, apela o comunicado num parágrafo direcionado para Rogério Alves, atual líder da Mesa.

“Informamos, finalmente, que de forma congregada iremos participar num movimento de protesto dos sportinguistas contra a atual direção e a falta de rumo do nosso clube, na data de 9 de fevereiro de 2020 a ocorrer em Alvalade, em hora a designar”, conclui a missiva, numa atitude que deve ser seguida pelas outras claques.