João Pedro Monteiro tem 36 anos, Tiago Apolónia 33, Marcos Freitas 31. Juntos, formam uma espécie de geração de ouro de Portugal no ténis de mesa, que teve como principal momento a conquista do Campeonato da Europa de 2014 em Lisboa (então com João Geraldo e Diogo Chen, que depois trocou nas opções mais habituais com Diogo Carvalho). Mas não ficaram por aí: num currículo cheio de vitórias individuais e coletivas, ainda houve medalhas em mais Europeus (como equipa e em pares), nos Jogos Europeus e recentemente nos Mundiais, com Apolónia e Monteiro a garantirem o bronze no Campeonato do Mundo de Budapeste. Depois, surgem os Jogos.

Em 2008, Portugal esteve representado apenas no quatro individual, com Tiago Apolónia e João Pedro Monteiro a caírem na segunda eliminatória e Marcos Freitas a perder na ronda seguinte. Quatro anos depois, em Londres, a Seleção acabou por ser a grande surpresa não tanto pelo resultado mas pelo nível exibicional atingido: se em singulares Marcos Freitas e João Pedro Monteiro voltaram a não passar da terceira ronda, por equipas Portugal ganhou à Grã-Bretanha e ficou perto de bater o pé à favorita Coreia do Sul, caindo apenas na “negra” e acabando a prova com diploma no quinto lugar. Em 2016, no Rio de Janeiro, a equipa perdeu nos oitavos com a Áustria mas Marcos Freitas chegou aos quartos, onde caiu com o japonês Jun Mizutani (4-2).

Em Gondomar, Portugal tinha como grande objetivo repetir a qualificação para os terceiros Jogos consecutivos por equipas e quartos contando também com o quadro de singulares, algo que ficou reforçado com o triunfo (3-0) com a Ucrânia no arranque da primeira fase do torneio mundial de qualificação olímpica, com vitórias do par Tiago Apolónia/João Pedro Monteiro (3-0) e individuais de Marcos Freitas (3-0) e Tiago Apolónia (3-1). Seguia-se esta sexta-feira a Bélgica, o adversário mais forte no grupo nacional deste momento da competição.

A dupla Tiago Apolónia/João Pedro Monteiro vou dar o mote para o triunfo nacional: com um triunfo por 3-1 ante Florent Lambiet e Martin Allegro, com os parciais de 12-10, 11-6, 8-11 e 13-11 (com último jogo de loucos, com um 6-0 a passar para 6-10 e o conjunto da casa a salvar cinco set points), Portugal começou o encontro com os belgas em vantagem antes da primeira partida individual com o jogador português da atualidade em termos de ranking, Marcos Freitas, a defrontar o também canhoto Cedric Nuytinck, fechando o jogo numa “negra” muito disputada e depois de ter salvo um match point com os parciais de 11-3, 12-10, 8-11, 9-11 e 12-10.

No terceiro jogo, o segundo de singulares, João Pedro Monteiro não deu hipóteses a Martin Allegro, vencendo por 12-10, 11-9 e 11-8 num jogo onde começou sempre na frente e não falhou nos momentos chave apesar da boa réplica do jogador belga.

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