Arrendar uma casa em Lisboa consegue ser uma tarefa mais difícil do que fazê-lo em Barcelona ou Berlim, sustenta uma análise do Público, publicada esta segunda-feira. Cruzando rendas e rendimentos de um agregado composto por um casal e um menor a viver num T2 nas três cidades, constata-se que em todas a taxa de esforço de 30% é ultrapassada, mas Lisboa chega, mesmo, aos 58%.

A análise em questão foi desenvolvida pelo grupo de investigação Morfologia e Dinâmicas do Território do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. O estudo tem por base o cruzamento entre rendas e rendimentos de um casal com um menor a viver num T2 de 95 metros quadrados nas três cidades – Lisboa, Barcelona e Berlim.

Foram simulados valores deste tipo de apartamentos nas três cidades considerando a “maior degradação de preços possível”: os 916 euros que dizem respeito à média de renda em Lisboa – 1170 euros em Barcelona e 1491 em Berlim, este último valor inclui despesas com eletricidade e água – estão para os 1563 euros de rendimento médio líquido de um agregado português (2614 euros em Barcelona e 3727 euros em Berlim).

Os números sugerem, então, que nas três cidades a taxa de esforço de referência de 30% é ultrapassada: 40% em Berlim, 45% em Barcelona e 58% em Lisboa.