O Tribunal de Contas (TdC) já deu luz verde ao alargamento do sistema de videovigilância para a prevenção de incêndios florestais na Área Metropolitana do Porto (AMP), que não deve estar operacional antes do verão, revelou esta sexta-feira a AMP.

O anúncio foi feito esta sexta-feira pelo presidente daquela estrutura, Eduardo Vítor Rodrigues, que na reunião do Conselho Metropolitano explicou que este sistema de videovigilância pode agora ser implementado, após o visto do TdC.

Prevê-se que a instalação de sistema demore cerca de oito meses, o que signifique o sistema só estará operacional já depois da época critica de incêndios. De acordo com o que a AMP, revelou em setembro de 2019, o projeto prevê a instalação de sete novas Torres de Acompanhamento Remoto (TAR), equipadas com câmaras de vigilância e de deteção automática, estando a sua instalação dependente do visto do Tribunal de Contas. Estas estruturas, aponta aquela entidade, vão abranger os concelhos de “Santo Tirso; Maia; Vila Nova de Gaia; Santa Maria da Feira/Arouca/Gondomar; Oliveira de Azeméis/Vale de Cambra e Arouca”.

Para além das novas TAR, o projeto prevê a instalação de um novo Centro de Gestão e Controlo (CGC) no Comando Territorial da GNR do Porto, a ampliação e modernização do CGC existente no CDOS do Porto; a instalação de 17 Centros de Monitorização Remota (CMR) nos municípios integrantes da AMP, bem como, a instalação de um Centro de Monitorização Remota (CMR) em veículo de comando afeto ao CDOS do Porto.

Está ainda projetada a instalação de uma rede de comunicações e a integração com o sistema de acompanhamento remoto e apoio à decisão já existente no distrito do Porto; a modernização das duas TAR já existentes nos concelhos de Valongo e Paredes e a instalação de câmaras de deteção automática nas mesmas, a que se soma a modernização de duas câmaras existente em Gondomar.

Ao todo, vamos instalar/modernizar 11 Torres de Acompanhamento Remoto”, salienta a AMP.

O fornecimento e instalação deste sistema integrado de videovigilância para prevenção de incêndios florestais na AMP, foi feito através de ajuste direto no valor de 1,2 milhões de euros, aprovado, por unanimidade, pela Comissão Executiva, no dia 25 julho.

Tendo em consideração a problemática dos incêndios florestais, a Área Metropolitana do Porto aprovou a ampliação o Sistema de Videovigilância à Decisão Operacional já existente no seu território, alargando a sua cobertura à quase totalidade da sua área de intervenção e zonas limítrofes”, revela a área metropolitana.

Questionada pela Lusa sobre as razões pelas quais este fornecimento foi aprovado em plena época de incêndios, a AMP esclareceu ainda que o concurso “foi lançado após a aprovação de uma candidatura efetuada ao POSEUR [Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos], tendo este sido o momento possível para se lançar o procedimento.