O multimilionário Michael Bloomberg anunciou esta quarta-feira que desistiu da corrida à Casa Branca, depois de ter saído derrotado das eleições primárias realizadas em 14 estados na chamada super terça-feira. Agora, o antigo presidente da câmara de Nova Iorque, cuja campanha era completamente auto-financiada, vai apoiar Joe Biden nas presidenciais norte-americanas.

“Há três meses, entrei na corrida para derrotar Donald Trump. Hoje, saio pela mesma razão. Derrotar Donald Trump começa por nos unirmos ao candidato que tem as melhores hipóteses para o fazer. Claramente, é o meu amigo e grande americano Joe Biden”, escreveu Michael Bloomberg no Twitter.

“Estou imensamente orgulhoso da campanha que fizemos. Estou profundamente agradecido a todos os americanos que votaram em mim e ao nosso staff e voluntários dedicados. Quero que continuem envolvidos, ativos e comprometidos com estes assuntos. Vou estar convosco”, acrescentou o ex-candidato.

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Num comunicado mais extenso, Michael Bloomberg explicou que manter-se na corrida tornaria “mais difícil” o objetivo de derrotar Donald Trump e disse acreditar “na utilização de dados para tomar decisões informadas”. “Depois dos resultados de ontem, a matemática tornou-se praticamente impossível — e um caminho viável para a nomeação já não existe”, considerou Bloomberg.

Com esta decisão, e depois de ter gasto cerca de 500 milhões de dólares na campanha, Bloomberg desiste de tentar a nomeação da candidatura presidencial do Partido Democrata. Entre Biden e Sanders, o empresário filantropo escolheu dar o seu apoio ao primeiro, por considerar que é, dos dois, o que tem mais hipóteses de chegar à Casa Branca.

“Conheço o Joe há muito tempo. Conheço a sua decência, a sua honestidade, e o Joe lutou pelos trabalhadores durante toda a sua vida (…). Vou trabalhar para o tornar no próximo Presidente dos Estados Unidos”, acrescentou.

A senadora Elizabeth Warren também se mantém na corrida, mas depois dos resultados da Super Tuesday ficou clara que do lado dos Democratas será ou Biden ou Sanders a tentar derrotar Donald Trump. Bloomberg não conseguiu assegurar a maioria dos votos em nenhum dos 14 estados que foram a votos na terça-feira.

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