A Renault tem vindo a fazer evoluir o seu pequeno Zoe, equipando-o com baterias maiores e com motores mais potentes. Dos originais 82 cv evoluiu para 109 e 136 cv que, não sendo valores dignos de um desportivo, garantem ao utilitário uma utilização substancialmente mais dinâmica. O mesmo aconteceu com a capacidade da bateria, com a marca francesa consciente que a autonomia é dos critérios em que os clientes se tornaram mais exigentes, o que explica que o Zoe ofereça agora 40 e 52 kWh (face aos iniciais 22 kWh).

De acordo com Gilles Normand, o responsável pelos veículos eléctricos na Renault, os clientes estão satisfeitos com as melhorias introduzidas na mais recente geração do Zoe, mas isso não impede de estarem a surgir cada vez mais a pedir um eléctrico com mais músculo. Ou seja, não só com mais potência, como também com o chassi mais desportivo e que dê mais gozo a quem o conduz.

Esta pressão por parte dos clientes levou a marca francesa a debruçar-se sobre o assunto, com Normand a admitir à Autocar que estudos realizados apontam para os utilizadores destes modelos eléctricos mais desportivos já estarem preparados para aceitar uma redução da autonomia, ainda que (obviamente) dentro de certos limites. Talvez a dificuldade mais difícil de ultrapassar seja a ausência de ruído, o que para muitos fãs de desportivos continua a ser determinante.

A boa notícia é que há mercado para um Zoe desportivo, uma espécie de Zoe RS, com a Renault a defender que, já que lidera o mercado europeu nos veículos eléctricos, pretende manter a liderança no que respeita à introdução de um eléctrico desportivo. E está previsto para dentro dos próximos três anos. A espera terá muito provavelmente a ver com a necessidade de ter acesso a baterias mais eficientes, capazes de incrementar a autonomia sem elevar o peso.