Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Os Estados Unidos lançaram um raid aéreo contra vários alvos de milícias iraquianas com ligações ao Irão, em resposta a um ataque desta quarta-feira que matou dois soldados norte-americanos e um britânico no Iraque. A informação foi avançada a um jornalista da Fox News e confirmada à CNN e ao Washington Post por responsáveis militares.

O secretário da Defesa Mark Esper já tinha anunciado que este ataque teria resposta por parte dos EUA. “Deixem-me ser claro: os EUA não irão tolerar ataques contra o nosso povo, os nossos interesses e os nossos aliados”, afirmou em conferência de imprensa no Pentágono. “Não se pode atirar contra as nossas bases, matar e ferir norte-americanos e achar que se sai impune.”

Na mesma conferência de imprensa, o general Mark Milley, conselheiro do Presidente Donald Trump, anunciou que os EUA já tinham identificado “grupos militantes xiitas” como responsáveis pelo ataque. “Estamos bastante confiantes de que sabemos quem fez isto”, declarou. Na mesma tarde, Donald Trump declarou que os responsáveis são parte de um “grupo rebelde” que “muito provavelmente é apoiado pelo Irão”.

Apesar disso, os Estados Unidos decidiram não atacar diretamente o Irão, mas sim as bases destes “grupos rebeldes” xiitas.  A CNN relembra que o ataque contra a base militar norte-americana foi o primeiro desde dezembro a provocar mortes de cidadãos norte-americanos. A última vez que tal aconteceu foi em dezembro, num ataque que levou os EUA a reagirem com uma série de bombardeamentos que mataram o general Qassem Soleimani, líder da Força Qums. O momento foi um dos maiores picos de tensão entre os EUA e o Irão dos últimos tempos.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR