Depois de terem afirmado, em separado, que reforçaram as redes de telecomunicações, as três operadoras em Portugal – NOS, Vodafone e Meo (Altice) – juntaram-se para apresentar ao Governo “um plano para minimizar os impactos da pandemia em Portugal”. De acordo com comunicado enviado pela empresas, esta estratégia tem seis pontos de atuação:

  1. Manter a qualidade de serviço das redes de comunicações
  2. Assegurar a capacidade de rede necessária para funções críticas do Estado (as operadoras assumem este compromisso)
  3. Promover a contenção da expansão do vírus (o atendimento é feito por internet presencialmente, mas há lojas abertas consoante a necessidade)
  4. Alertar para procedimentos antifraude (só há visitas se o cliente tiver acordado antes com as operadoras)
  5. Contribuir para o incentivo ao teletrabalho nas empresas (recomendações para teletrabalho)
  6. Apoiar a comunidade (relembram que os canais desportivos são gratuitos e, durante um mês, as operadoras ofereceram 10GB de dados)

À semelhança do avançado no início desta semana, a NOS, a Vodafone e a Meo querem “assegurar a integridade e continuidade das suas redes e serviços para garantir o bom funcionamento das comunicações eletrónicas em Portugal é o principal foco dos operadores”. “Esta condição é fundamental para que os portugueses possam estar em casa permanentemente e, a partir de casa, possam trabalhar, aprender, manter contactos sociais e entreter-se, por um período cuja duração é ainda incerta”, dizem.

Operadoras reforçam redes para garantir telecomunicações e internet mesmo se houver estado de emergência

As três operadoras dizem ainda que têm “tomado várias medidas no sentido de garantir que as suas equipas estão disponíveis, remotamente sempre que possível, e fisicamente quando estritamente essencial e viável, para assegurar a continuidade das operações e toda a assistência técnica que seja necessária.

Dependendo da evolução, os operadores estão ainda a articular medidas de reforço que possam contribuir para que o isolamento social permita, numa fase posterior, o mais rápido regresso à normalidade”; dizem as operadoras.

Quanto à segunda medida, a NOS, a Vodafone e a Meo dizem perentoriamente: “Os operadores irão assegurar que as funções críticas do Estado mantêm total conetividade, promovendo um reforço de rede onde ele seja mais necessário, e mantendo um diálogo próximo com o Governo, no sentido de em tempo real manter e reforçar essa conetividade dentro dos condicionalismos existentes”.

Tratando de um serviço crucial para o funcionamento da sociedade, as três operadoras dizem ainda, na terceira medida, que querem promover a maior racionalização da rede de lojas sujeitas à obrigatoriedade de abertura, mediante permanente avaliação perante níveis de procura, disponibilidade de recursos e cobertura geográfica”.

No mesmo comunicado, é também referido que durante o Estado de Emergência será feita a “divulgação junto dos colaboradores e clientes de regras de boa utilização dos serviços prestados de modo a assegurar a continuidade dos mesmos na atual situação de emergência”. O que significa? Privilegiar canais digitais em detrimento dos presenciais, dizem as operadoras.

Apesar de ainda não haver queixas formais na PSP, as operadoras querem comprometer-se em medidas para evitar fraudes. Por isso:

  • Nenhum destes operadores realizará visitas presenciais, de sua iniciativa, sem um pedido prévio de assistência por parte do cliente;
  • As deslocações ao domicílio dos clientes apenas se realizam por motivos de falhas técnicas e avarias, sempre a pedido próprio do cliente;
  • Qualquer visita ao domicílio só acontece com agendamento prévio com o cliente, por via telefónica, através das linhas habituais“. Se um técnico tiver de ir a sua casa, exige sempre que o comprove por cartão de identificação antes de entrar.

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