A Altice, a Vodafone e a NOS afirmam que têm reforçado as redes de telecomunicações fixas devido ao aumento do tráfego doméstico. Em resposta ao Observador, as três operadoras dizem que estão preparadas para suportar picos de utilização e que não têm enfrentado situações críticas. A primeira segunda-feira sem escola foi um “ponto de partida” para se perceber como funcionará o sistema numa altura em que a maioria da população está em isolamento social voluntário devido ao novo coronavírus. As três empresas garantem ainda os serviços mesmo que sejam aplicadas medidas excecionais como o Estado de Emergência.

Face ao cenário atual da saúde pública, que impôs um conjunto de medidas de isolamento e teletrabalho, a Altice Portugal tem vindo a registar um aumento muito significativo de tráfego na rede fixa de Internet e em especial na utilização de OTT [serviços de media de streaming]. Já o tráfego de dados móveis não regista um crescimento tão assinalável. De momento, não existe registo de qualquer situação crítica que esteja a colocar em causa o fornecimento pleno de comunicações”, diz a Altice.

A Altice diz que “com vista a minimizar o impacto na vida dos Portugueses”, tem estado “a acompanhar a evolução da situação, em estreita cooperação com as autoridades”. Na mesma resposta, a empresa de telecomunicações afirmou que tem “trabalhando na otimização, robustez e melhoria da rede, especialmente no caso de ser decretado o Estado de Emergência.”

A Vodafone, também em resposta ao Observador sobre eventuais falhas na rede e queixas desta segunda-feira de alguns utilizadores, disse que “tem em vigor um plano de continuidade de negócio com o objetivo de garantir que, independentemente das circunstâncias, a empresa consegue entregar um serviço de qualidade aos seus clientes.

No caso do COVID-19, a Vodafone Portugal reforçou a monitorização das suas redes, adotando medidas de otimização das mesmas consoante a evolução da situação, de forma a garantir a melhor performance possível do seu serviço”, diz a Vodafone.

Esta segunda-feira, o primeiro dia de teste de deste picos de utilização numa fase inicial do isolamento voluntário da população, a Vodafone assume que “registou subidas expectáveis de tráfego nas redes, resultantes da situação excecional que vivemos”. Contudo, a mesma operadora garante que não verificou “quaisquer anomalias ou interrupções no serviço”.

Tendo sido esta segunda-feira o primeiro dia oficial de escolas fechadas – e, por essa mesma razão, o primeiro dia com mais pessoas a trabalhar a partir de casa – o tráfego desta segunda-feira foi um ponto de partida para perceber o padrão de consumo de comunicações dos portugueses nas próximas semanas, com a Vodafone a redimensionar as suas redes consoante as necessidades dos seus Clientes.”

De acordo com a Vodafone, o “aumento de tráfego fora do habitual resultou em algum congestionamento pontual em algumas zonas, mas a monitorização permanente permitiu ir ajustando a rede em função do volume de tráfego”.

Já a NOS, em resposta às mesmas questões, diz que tem “um papel social essencial no apoio às famílias, empresas e instituições que, na situação atual não podem funcionar sem os nossos serviços”. “Manter Portugal ligado e a comunicar é a nossa prioridade”, promete a empresa.

É, contudo, importante reforçar o apelo a todos os portugueses para adotarem as boas práticas de utilização de redes de comunicações, que sejam divulgadas pelo Governo e pela própria NOS”, diz a NOS, não especificando que boas práticas poderão ser implementadas.

Ainda assim, e por causa disso, a empresa refere que já tem em curso “várias medidas, entre as quais se inclui reforço de capacidade de rede” e diz que tem como “objetivo assegurar a continuidade do seu negócio e consequentemente de todos aqueles que dela dependem”.