A bolsa nova-iorquina fechou esta segunda-feira em alta, com os investidores a consolidarem os ganhos da semana passada, quando os Estados Unidos prolongam as medidas destinadas a contrariar a expansão da pandemia do novo coronavírus.

Os resultado definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average ganhou 3,19%, para os 22.327,48 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq progrediu 3,62%, para as 7.774,15 unidades, e o alargado S&P500 valorizou 3,35%, para as 2.626,65.

Estes índices tinham tido na semana passada fortes subidas, com, por exemplo, o Dow Jones a avançar 17,6% e o Nasdaq 9,1%.

Os investidores estão talvez a entrar na fase de aceitação da crise. As pessoas sabem que vai durar algum tempo e resignam-se à ideia de que, como preveem os médicos, a situação vai provavelmente agravar-se ainda um pouco antes de melhorar”, observou J. J. Kinahan, da TD Ameritrade.

Na expectativa, “parecem tranquilizados pelo facto de a Reserva Federal e o Congresso terem tomado medidas de urgência par atenuar o impacto económico“, acrescentou.

Depois de dias de negociações entre republicanos e democratas, Donald Trump promulgou na sexta-feira um plano histórico de estímulos e apoios económicos no montante de 2,2 biliões (milhões de milhões) de dólares.

Entretanto, para os analistas do gabinete MRB Research, “estas medidas não vão ser suficientes para resolver a crise. Para estabilizar a situação, os elementos críticos são os avanços médicos e a medida de confinamento a curto prazo”.

A este respeito, os operadores do mercado foram tranquilizados pela decisão do presidente norte-americano, anunciada no domingo, de prolongar as restrições em vigor até final de abril, uma vez que os EUA ainda não conheceram o pico da pandemia.

Os investidores foram ainda reconfortados pelos anúncios prometedores de vários grandes grupos farmacêuticos, como o Abbott Laboratories, que fechou a ganhar 6,4%, de estar a trabalhar num teste de despistagem do coronavírus em cinco minutos, e o Johnson & Johnson (8,01%), que prevê iniciar em setembro um ensaio clínico para uma vacina.