O Brasil contabilizou 105 mortes e 1.261 novos casos de infeção pela covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 1.328 óbitos e 23.430 infetados desde o início da pandemia, informou esta segunda-feira o executivo.

Face ao dia anterior, quando ocorreram 99 mortes, deu-se um aumento diário de 9%. Quanto aos infetados, a subida foi esta segunda-feira de 6% relativamente a domingo, quando se registaram 1.442 novos infetados. A taxa de letalidade do novo coronavírus no país subiu esta segunda-feira para 5,7%.

São Paulo continua a ser o estado brasileiro com maior número de casos confirmados, registando 608 mortos e 8.895 pessoas infetadas, seguindo-se o Rio de Janeiro, com 188 vítimas mortais e 3.231 casos confirmados. A terceira unidade federativa com mais casos é o Ceará, que teve, até ao momento, 91 óbitos e 1.800 casos de infeção.

No lado oposto, Tocantins, localizado na região norte do país, permanece como o único estado sem registo de vítimas mortais e também o estado com menos infetados (26 casos confirmados). As restantes 26 das 27 unidades possuem óbitos associados à infeção pelo novo coronavírus.

Contudo, é o estado de Amazonas que mais preocupa o Ministério da Saúde, com 303 casos de covid-19 por cada um milhão habitantes, quase o triplo da incidência nacional do Brasil, que está fixada em 111 casos.

Atualmente, seis unidades federativas do Brasil (Amazonas, Amapá, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal) têm uma incidência de 50% acima da média nacional.

Face ao deficitário sistema de Saúde do Amazonas, o governo brasileiro anunciou esta segunda-feira que Manaus, capital deste estado, irá receber recursos financeiros para a abertura de 350 novas camas e a construção de um hospital de campanha, dedicado à população indígena.

Ainda em Manaus, um hospital privado que estava fechado será reaberto e colocado à disposição do sistema público de saúde.

Numa conferência de imprensa interministerial, na tarde desta segunda-feira, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos anunciou que o executivo irá destinar 4,7 mil milhões de reais (830 milhões de euros) em diversas ações de proteção aos povos tradicionais, como indígenas, quilombolas (descendentes de negros que fugiram da escravidão) e ciganos.

O valor total será investido até ao próximo mês de junho e será dividido entre distribuição de verbas para famílias carenciadas, ações de prevenção e atendimento à Saúde, assim como distribuição de cestas básicas de alimentos e produtos de higiene.

O ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro, que também participou na conferência de imprensa, confirmou os primeiros três casos de covid-19 em prisões, mais concretamente no Pará, Ceará e Distrito Federal.

Apesar dos casos, Moro indicou que “a situação se encontra, ainda, absolutamente sob controlo” e a tutela continuará a “tomar os cuidados necessários para que, caso sejam identificados mais presos com sintomas ou positivos à infeção, eles sejam devidamente isolados”.

Após as declarações do ministro, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que 20 agentes penais e 23 detidos testaram positivo para o novo coronavírus.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já provocou mais de 117 mil mortos e infetou quase 1,9 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.