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António Costa disse-o logo na intervenção inicial que fez esta noite perante a comissão política nacional do PS: quer o PS focado no “essencial” e com “a energia concentrada” na resposta à crise. Mas foi quando as portas se fecharam que esclareceu o que queria dizer: o tema das eleições presidenciais, que ele próprio lançou na célebre visita à Autoeuropa, ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa, deve ficar em stand by pelo menos até ao fim do ano, altura em que o PS irá reunir a comissão nacional. O congresso, que seria em maio, afinal só será depois das presidenciais. Mas nem por isso o partido deixou de falar do assunto. Houve quem defendesse Ana Gomes, quem defendesse Marcelo e quem defendesse ‘alguém’ da área socialista. Quem? Ninguém sabe.

A direção alargada do PS reuniu esta noite, metade em versão presencial e metade em versão digital, numa altura em que, em plena pandemia, o governo acaba de sair de uma mini-crise com o ministro das Finanças e numa altura em que, para se desviar dessa crise, António Costa rebentou a bomba do possível apoio do PS à muito provável recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República. Foi com este cenário como pano de fundo que a direção do PS se reuniu e questionou o secretário-geral (e primeiro-ministro). Só que, sobre Mário Centeno, nem uma palavra se ouviu. E sobre presidenciais, ouviram-se palavras para todos os gostos.

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