A professora, tradutora e dramaturgista Maria João da Rocha Afonso morreu, na segunda-feira, num hospital em Lisboa, aos 60 anos, vítima de paragem cardíaca, disse à agência Lusa fonte da família.

Licenciada em Línguas e Literatura Modernas, na variante inglês-português, e com mestrado em Cultura Inglesa, Maria João da Rocha Afonso foi docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa de 1981 a 2004 e docente da Escola Profissional de Teatro de Cascais entre 1992 e 2008, onde orientou as provas de aptidão profissional dos alunos finalistas.

Foi formadora em várias escolas de teatro, nomeadamente na da Comuna – Teatro de Pesquisa e ETIC, e deu também formação no Teatro Meridional.

Maria João da Rocha Afonso era também responsável na companhia Palco 13 pela coordenação e orientação dos estagiários que a companhia acolhe.

De 1987 até ao presente, Maria João da Rocha Afonso foi tradutora independente, tendo trabalhado com encenadores como João Mota, Carlos Avilez, António Pires, João Perry, Juvenal Garcês, Luiz Rizo, Richard Cottrell, Celso Cleto, Diogo Infante, Márcia Cardoso, Tim Carroll, Miguel Loureiro, Márcia Cardoso, Natalia Luiza, Gonçalo Carvalho, Maria Camões e Marco Medeiros.

“O leque de Lady Windermere”, “Os demónios de Kraven”, “O livro do pénis”, “A essência das religiões”, “Os Prazeres do Ócio”, “Palimpsesto”, “Porque não congelam os pinguins?”, “As mãos de Midas”,”Bartleby” e “Washington D.C.” contam-se entre as obras que traduziu.