Não será exagero dizer que ao entrar no Six Senses Douro Valley estará no cenário de um filme. Na verdade, a quinta de Vale Abraão, em Lamego, foi eternizada pelo filme homónimo de Manoel de Oliveira, em 1993, baseado no romance escrito por Agustina Bessa Luís. Erguido numa casa senhorial do século XIX, este hotel de cinco estrelas abriu portas em 2007 como Aquapura, uma empresa portuguesa, mas em 2015 ganhou uma nova vida ao ser a primeira unidade de alojamento da cadeia Six Senses na Europa.

Nicholas Yarnell, diretor-geral, vive há seis anos em Portugal e ainda se lembra bem da primeira vez que visitou esta zona do Douro, considerada, desde 2001, Património Mundial da Humanidade pela Unesco. “Foi rápido ver o potencial deste sítio. A sensação que tive quando aqui entrei foi perguntar ‘estamos mesmo na Europa?’. É uma cenário incrível, este vale é surpreendente, tem algumas semelhanças com Bali”, conta em entrevista ao Observador.

O responsável encontrou também oito hectares de mata praticamente abandonada, com caminhos poucos visíveis e árvores a cair, mas nada que o demovesse de “preservar a história do espaço, a cultura da região e as ligações ao passado”. Uma intenção bem refletida na arquitetura, que se assemelha a uma casa de família, na decoração de interiores, repleta de objetos antigos, como livros e malas de viagem, ou até mesmo na cozinha, onde os produtos locais e sazonais são protagonistas.

Esta é a casa senhorial que dá morada ao hotel, aberto desde 2007

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