É a pandemia a pôr à prova a criatividade. Para o regresso às aulas dos alunos do pré-escolar, que teve lugar na última segunda-feira, um pouco por todo o país, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, encontrou uma forma inusitada de manter o distanciamento social entre crianças. Como? Colocando-lhes hélices coloridas na cabeça.

Aos chapéus, a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, deu o nome de “Estamos de Volta” — “Uma alegre hélice […] que funciona como uma sugestão amiga de afastamento”, pode ler-se no Facebook da autarquia.

© Facebook/Município de Arcos de Valdevez

Compostos por sete peças em polipropileno, os chapéus foram montados pelos próprios alunos, o que a câmara classifica como “elemento de grande originalidade e cariz pedagógico”.

Nas redes sociais, a ideia está a dividir opiniões. “Isto é um bocado ridículo” ou “Que estupidez” são algumas das reações mais imediatas. Contudo, há quem defenda a iniciativa, acreditando ser “uma forma de ensinar a distância de segurança” — “Pena que tantos pais não entendam”, partilha a mesma utilizadora.

Também no Facebook, uma terceira utilizadora indicou que a atividade em questão se destinou a assinalar o dia do regresso às aulas destas crianças, entre os quatro e os seis anos, bem como o Dia da Criança e que os chapéus não serão mantidos durante os restantes dias.

Ainda assim, a indignação sobrepõe-se à satisfação face à ideia. Há quem aponte um possível “impacto negativo a nível socioemocional”. Outros, aproveitam simplesmente para fazer humor com a situação.

A ideia não é original, foi usada já em abril em algumas escolas chinesas, quando as aulas recomeçaram.

Divisórias, controlo de temperatura e até um chapéu especial. O regresso dos alunos chineses às escolas

E houve também uma variante na Alemanha: aqui as pessoas colocaram na cabeça os rolos usados em aulas de natação.

Fotogaleria. As soluções mais criativas para manter o distanciamento social