Um dos oito doentes do Serviço de Urgência do Hospital de Torres Vedras que testaram positivo para a Covid-19 morreu esta quarta-feira na unidade, onde dois profissionais estão também infetados, informou o Centro Hospitalar do Oeste (CHO).

“O número de doentes infetados subiu para oito, um dos quais faleceu hoje”, disse à agência Lusa fonte do conselho de administração do CHO, onde se integra o Hospital de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

O foco de infeção por Covid-19 surgiu no Serviço de Urgência Geral do Hospital de Torres Vedras relacionado com um idoso que esteve internado naquele serviço “com patologias não respiratórias”, divulgou a instituição num comunicado, esclarecendo que o mesmo “foi testado antes de ter alta” e foi “validado como negativo”.

De acordo com o CHO, “a situação clínica do doente agravou-se e este regressou à urgência, 24 horas depois, desta vez com queixas respiratórias”.

Após um segundo teste ao novo coronavírus, o doente testou positivo, tendo sido internado na “área Covid” desta unidade hospitalar.

A situação levou à realização de testes a utentes e profissionais que contactaram com o doente.

Até ao final do dia desta quarta-feira, eram conhecidos resultados positivos em oito doentes, um dos quais acabou por morrer, e dois profissionais, adiantou a unidade hospitalar.

De acordo com a administração do CHO, estão ainda a ser realizados “testes a 240 profissionais” da instituição.

Num comunicado emitido ao final da manhã desta quarta-feira, o CHO considerou que “foram cumpridas, nesta situação, os procedimentos previstos em época Covid”, sustentando que “sendo o utente assintomático” não foi assistido na “área Covid” do hospital, criada para o atendimento de doentes com suspeita de infeção, tendo “a primeira admissão [sido] na urgência”.

A pandemia de Covid-19 já provocou quase 479 mil mortos e infetou mais de 9,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.543 pessoas das 40.104 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.