O governo moçambicano suspendeu 289 funcionários “fantasmas” das folhas de pagamento de instituições públicas em 2019, anunciou esta terça-feira o porta-voz do Conselho de Ministros.

“Foi poupada, devido às suspensões, uma verba de cerca 16 milhões de meticais [188 mil euros]”, disse o porta-voz do Conselho de Ministros, Filimão Suaze.

O responsável falava durante a conferência de imprensa após a 30.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros na Presidência da República, em Maputo.

A descoberta dos funcionários e agentes de Estado “fantasmas” resultou de uma auditoria baseada nas informações sobre a prova de vida naquele ano e o documento foi analisado hoje pelo Conselho de Ministros.

Além de suspender os funcionários, o porta-voz do governo moçambicano avançou ainda que foram detidas 26 pessoas pelas irregularidades e há mais processos em curso para responsabilização dos infratores.

“O sistema permite identificar todos os indivíduos em condição irregular e, por causa disso, há um movimento em curso por parte da Procuradoria para responsabilização dos indivíduos envolvidos nestas irregularidades”, frisou Filimão Suaze.