A preocupação da Amazon com a sustentabilidade ambiental faz-se de grandes números. A gigante do comércio electrónico não só protagonizou a maior encomenda de sempre de veículos eléctricos (100 mil furgões a bateria à Rivian para colocar na estrada até 2030, 10 mil dos quais devem ser entregues até 2022), como vai colocar 2000 milhões de dólares num programa dedicado à redução das emissões. Em linha com esse desígnio, prepara-se para investir num novo ramo de negócio: a reciclagem das baterias usadas de veículos eléctricos.

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Parte dos referidos 2000 milhões de dólares serão canalizados para a Redwood Materials, empresa fundada pelo cofundador e ex-CTO da Tesla Jeffrey Brian Straubel, cujo core business reside no desenvolvimento e na comercialização de soluções para reciclar as baterias de iões de lítio em fim de vida, bem como recuperar os materiais mais valiosos de dispositivos electrónicos considerados lixo, para posterior reutilização. A ideia é resgatar os metais caros e raros e voltar a utilizá-los, protegendo o planeta e poupando no processo.

E se aspirássemos o CO2 que aquece o planeta?

As preocupações da Amazon com a neutralidade carbónica, que a empresa quer atingir 10 anos antes dos objectivos fixados pelo Acordo de Paris, em 2040, levam-na ainda a repartir o investimento por uma série de outros projectos curiosos. É o caso, por exemplo, da aposta na Turntide Technologies, cujos motores eléctricos não recorrem a terras raras e reduzem o consumo energético em 64%. A Amazon instalou-os em vários edifícios e diz-se animada com o corte drástico no consumo de electricidade. O betão que captura CO2 é outra das promessas para o futuro, sendo que, neste caso, a Amazon preferiu apoiar a tecnologia da CarbonCure.