O índice de preços na habitação do INE subiu 7,8% no segundo trimestre, em termos homólogos, um período marcado pelo estado de emergência e as medidas de confinamento, mas o ritmo de subida nos preços das baixas perdeu velocidade, já que no primeiro trimestre tinham aumentado mais de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os dados foram divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Mesmo na comparação em relação ao trimestre anterior, “o índice “aumentou 0,8% (4,9% no 1º trimestre de 2020). Neste período, o crescimento dos preços das habitações novas superou o das habitações existentes, 1,2% e 0,7%, respetivamente”, diz o INE.

Segundo os números do INE, entre abril e junho de 2020 foram transacionados 33.398 alojamentos com um valor total de 5,1 mil milhões de euros, o que representa uma redução, face ao mesmo período do ano anterior, de 21,6% e 15,2%, respetivamente”. Como seria de esperar, o mês de abril foi aquele que registou a diminuição mais intensa nas transações, 35,2% no número e 25% no valor. Mas em “maio e junho observaram-se variações menos negativas, de -22,0% e -7,6%, respetivamente, no número de transações, e de -14,2% e -7,0% do respetivo valor, pela mesma ordem”, informa o gabinete de estatísticas.

Índice de preços na habitação em taxa de variação homóloga

Fonte: INE

O efeito do confinamento e as medidas impostas pelo estado de emergência levaram a que o INE registasse a taxa de variação (homóloga) mais baixa desde o quarto trimestre de 2016.

O estudo do INE indica que foram transacionadas neste período 11.713 habitações na Área Metropolitana de Lisboa e 9.592 no Norte do país. No Centro houve 6.392 transações, no Alentejo 2.293 transações e no Algarve 2.323 – a região de Portugal Continental que registou a maior quebra no peso relativo entre as várias regiões.