A tensão no Cáucaso entre forças da Arménia e do Azerbaijão continua a intensificar-se sendo já mais de 30, afirma a Al Jazeera, o número de militares mortos do lado das forças de Nagorno-Karabakh (mais 15 desde este domingo, dia em que os confrontos começaram). Foi Arayik Harutyunyan, líder desta região dissidente, que não só confirmou a informação como também assumiu ter perdido algumas posições militares para o exército do Azerbaijão.

As tensões entre a Arménia e o Azerbaijão escalaram este domingo depois de os dois países se terem atacado mutuamente na região de Nagorno-Karabakh, há muito fonte de conflito entre arménios e azeris. O primeiro-ministro arménio garantiu que estão “à beira de uma guerra” que pode vir a estender-se para lá do Cáucaso, enquanto o seu homólogo azeri declarou que “não vai entregar as suas terras a ninguém”.

Conflito entre Arménia e Azerbaijão. Países “à beira de uma guerra” após confrontos que já provocaram 23 mortes

Os confrontos armados têm-se desenvolvido ao longo da fronteira entre Nagorno-Karabakh e o Azerbaijão — a já chamada “linha de contacto” — e continuaram a desenrolar-se ao longo do início desta segunda-feira. Um enviado especial da Al Jazeera afirma que no combate estão envolvidas várias unidades de artilharia pesada, rockets e até drones — ferramenta tecnológica utilizada por ambos os lados. Vários relatos de oficiais de tanques a serem destruídos, por exemplo, comprovam a utilização de armamento pesado.

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Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Azerbaijão já revelou que pelo menos seis civis azeris já morreram e outros 19 ficaram gravemente feridos desde que o combate começou.

O embaixador da Arménia na Rússia disse à agência noticiosa privada Interfax (Rússia) que a Turquia enviou cerca de quatro mil soldados do norte da Síria para o Azerbaijão. O mesmo embaixador depois contou à agência RIA (estatal, russa) que esses militares estavam já a participar nos confrontos.

Do outro lado do mundo, nos EUA, também já surgiram reações. Donald Trump, por exemplo, afirmou que Estados Unidos estão “a olhar com muita atenção” para o desenrolar da situação tendo em conta que têm nessa zona do globo “muitas boas ligações”. O Presidente norte-americano disse ainda que estarão a ser concertados esforços para travar o avanço do conflito.

Por seu turno, o candidato presidencial dos Democratas Joe Biden também já revelou estar preocupado com os desenvolvimentos em Nagorno-Karabakh e pediu o urgente cessar fogo entre ambos os lados de forma a que seja possível retomar negociações de paz. Através de um comunicado oficial, Biden apela à Administração Trump para que esta intervenha no assunto de forma a ser garantida uma resolução pacífica do confronto.

Biden também aproveitou para criticar a Rússia e pedir que esta deixe de “cinicamente” vender armas a ambos os lados conflito armado.