Timothy Ray Brown, o primeiro doente que se curou do VIH (vírus da imunodeficiência humana), morreu na Califórnia esta terça-feira aos 54 anos, vítima de uma leucemia mieloide aguda, doença que afeta o sangue e a medula óssea, fez saber o seu companheiro Tim Hoeffgen pelas redes sociais.

O “paciente de Berlim”, como se popularizou, foi o primeiro a receber, em 2007, um transplante de medula óssea de um dador resistente ao VIH, o que o curou da doença sem necessitar de medicamentos antivirais e evitou que desenvolvesse sida (síndrome da imunodeficiência adquirida).

Livrou-se do VIH, mas sente “culpa de sobrevivente”

Timothy Ray Brown começou a padecer da leucemia mieloide aguda, em 2007. Para se curar, necessitava de um transplante de medula óssea, que não só o curou da leucemia, como também do VIH. Contudo, desde há cinco meses, houve uma reincidência da leucemia, que viria a ser a causa de morte.

A Sociedade Internacional de Sida (IAS, sigla em inglês) já veio expressar as suas condolências. Adeeba Kamarulzaman, presidente da sociedade, disse que “devemos ao Timothy uma grande gratidão por ter aberto a portas aos cientistas, para que explorassem o conceito de que a cura para o VIH é possível”.

Em agosto de 2020, foi anunciada a primeira pessoa curada do VIH sem recorrer a um transplante de medula óssea. Loreen Willenberg curou-se através de terapia antirretroviral.