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Manter a política de aumento progressivo dos salários na Função Pública e pensões, como estava a fazer-se antes da crise pandémica, custará aos contribuintes 320 milhões de euros, cerca de 0,15% do PIB, segundo as contas do jornal Público. Existiria um efeito na procura interna e ajudaria a desbloquear as negociações com vista ao próximo Orçamento do Estado, mas corresponderia a um peso importante para o endividamento público.

Antes da pandemia, havia um consenso para um aumento mínimo de 1% dos salários dos trabalhadores do Estado em 2021, depois de 0,3% em 2020. Esse é um plano que vários membros do Governo já vieram dizer que poderia ser necessário repensar: seria um encargo de 175 milhões de euros, num cálculo feito a partir dos dados do Estado que indicam a existência de 705 mil postos de trabalho públicos, com um vencimento mensal bruto de 1.782 euros.

Por outro lado, nas pensões, o plano seria, tal como fez nos anos anteriores, fazer um aumento extraordinário de 10 euros para as pensões mais baixas (até 1,5 vezes o Indexante dos Apoios Sociais). Algo que poderia ser importante para muitos pensionistas já que a atualização automática dos valores (calculada segundo uma fórmula que leva em conta o valor do PIB e o da inflação) deverá ficar próxima de zero, pelo facto de se prever uma inflação nula em 2020.

Aplicando a mesma fórmula que foi utilizada no último orçamento, pode-se calcular que fazer esse aumento custaria cerca de 145 milhões de euros aos cofres do Estado. Este é, tal como nos salários, um valor bruto, que não tem em conta o aumento de receita fiscal decorrente dos aumentos de rendimento.

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