Um espetáculo que faz uma viagem pela história da dança e reflete sobre o poder desta linguagem artística vai estrear-se no sábado, pela Companhia Nacional de Bailado (CNB), dirigido a crianças e famílias, no Teatro Camões, em Lisboa.

O novo espetáculo, segundo capítulo do programa “Planeta Dança”, criado pela coreógrafa Sónia Batista especialmente para o público infanto-juvenil e famílias, estreia-se no sábado, e volta ao palco no domingo, e ainda a 31 de outubro, 07 e 08 de novembro, com sessões às 11:30 e às 15:00.

Estreado em fevereiro de 2020, o programa começou por dar a conhecer as origens do movimento, e como as diferentes culturas se expressavam, desde o gregos aos romanos, passando pelos egípcios, numa sofisticação que se vai organizando de forma mais codificada, até chegar ao período do Renascimento.

Neste espetáculo em estreia absoluta – previsto inicialmente para ser apresentado em março, mas adiado devido à pandemia de covid-19 – é abordada a forma como a linguagem da dança começa a evoluir como expressão artística e política, explorando as questões do poder ligado à arte e como esta o serviu.

O espetáculo produzido pela CNB tem direção, escrita e coreografia de Sónia Baptista, espaço cénico de Carlos Bártolo, som de Steven Bird, imagem e vídeo de Raquel Melgue, figurinos de Isidro Paiva e interpretação de bailarinos da CNB.

Nascida em Lisboa, Sónia Baptista é formada em Dança Contemporânea pelo Fórum Dança e concluiu o grau de ‘Master Researcher’ em Coreografia e Performance da Universidade de Roehampton em Londres, no Reino Unido.

Recebeu, em 2001, o Prémio Ribeiro da Fonte de Revelação na área da dança, pela obra “Haikus”, o seu primeiro trabalho, atribuído pelo Ministério da Cultura.

No seu trabalho explora e experimenta com as linguagens da dança, performance, música, literatura, teatro e vídeo, e trabalha em direção de movimento e dramaturgia. Tem seis livros publicados e colabora com a CNB e com o Fórum Dança, entre outras entidades, em projetos pedagógicos.

“In the Fall the Fox” (2014), “A Falha de Onde a Luz” (2015), e “Assentar Sobre a Subida das Águas” (2016), são alguns dos seus trabalhos anteriores.