12 pelo FC Porto, 71 pelo Real Madrid, seis pelo Besiktas. Três golos, três conquistas. Pepe chegou esta terça-feira aos 100 jogos da carreira na Liga dos Campeões, 16 anos depois da estreia, numa receção do FC Porto ao CSKA, em 2004. Com este registo, o central só fica atrás de Luís Figo e Cristiano Ronaldo na lista dos internacionais portugueses com 100 presenças na principal competição europeia — sendo que, muito provavelmente, vai ultrapassar Figo ainda esta época, já que o antigo jogador de Barcelona, Real Madrid e Inter Milão acabou a carreira com 103 partidas na Champions.

Sérgio Oliveira viu adeptos e brilhou para aquilo que há muito não se ouvia: uma ovação (a crónica do FC Porto-Olympiacos)

O dia especial do central de 37 anos foi coroado com a vitória do FC Porto, no Dragão, contra o Olympiacos. Os dragões conquistaram os primeiros pontos nesta edição da Liga dos Campeões, colocaram-se no segundo lugar do Grupo C e chegaram à segunda vitória consecutiva depois de três jogos seguidos sem ganhar (Marítimo, Sporting e Manchester City). Além disso, e em total concordância com o registo de Pepe, o FC Porto também chegou à 100.ª vitória na Champions, um feito que até aqui só tinha alcançado por outras oito equipas (Real Madrid, Bayern, Barcelona, Manchester United, Juventus, AC Milan, Liverpool e Benfica).

Fábio Vieira e Sérgio Oliveira fizeram os golos do FC Porto e esta foi também a sétima vez que dois jogadores portugueses marcaram no mesmo jogo da Liga dos Campeões: a última tinha sido em 2016/17, frente ao Leicester, com André Silva e Diogo Jota. Este último, curiosamente, marcou esta terça-feira o primeiro golo da vitória do Liverpool contra o Midtjylland.

Na flash interview, Fábio Vieira garantiu que marcar na Liga dos Campeões pela primeira vez foi “um sentimento fantástico”. “Trabalhei muito para isto, merecia esta oportunidade e estou muito feliz pelo meu primeiro golo na Champions. Mas o mais importante é a vitória da equipa num jogo muito difícil (…) Tenho-me sentido bem, estou a trabalhar no máximo para merecer as oportunidades. Consegui mais um jogo e dei tudo pela equipa. Estou muito feliz”, disse o jovem médio.

Já Sérgio Conceição defendeu que a equipa esteve “consistente defensivamente”. “Estivemos bem no geral, apesar de não termos estado tão bem a fazer pressão alta aqui ou acolá. O Fábio Veira tem mais dificuldades no processo defensivo do que outros médios. Na segunda parte, houve um normal aparecimento do Olympiacos, surgido mais forte, defendemos com segurança, fomos ajustando ao longo do jogo para dar essa consistência e sermos mais perigosos no ataque. As mexidas foram felizes, chegámos ao segundo golo de forma merecida e o resultado é justo”, afirmou o treinador dos dragões, que comentou depois a intensidade demonstrada pela equipa.

“Essa boa agressividade faz parte do jogo. Acho que hoje havia duas características importantes: meter velocidade com e sem bola e quando não a tínhamos era necessária essa tal agressividade. O Olympiacos estava mais fresco que nós. Tem jogadores maduros e fortes no capítulo defensivo. Tínhamos que ser inteligentes. Os jogadores deram uma resposta fantástica. As equipas portuguesas têm qualidade e há que realçar o trabalho dos meus jogadores. Parabéns a eles”, acrescentou Conceição, que reconheceu que foi “muito importante” contar com adeptos e agradeceu a presença daqueles que se deslocaram ao Dragão “com este tempo e num contexto difícil para a sociedade”.