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O PSD continua a não deixar o PS sozinho na história do estado de emergência, mas não resistiu à fábula de Esopo recontada por La Fontaine para acusar o Governo de ter sido a cigarra que, no verão, não preparou o rigoroso inverno Covid-19. O PSD é novamente o único partido que apoia o estado de emergência além do PS e mesmo assim destaca as “múltiplas e manifestas falhas” do executivo, a quem não perdoa não ter sido uma formiga trabalhadora. Fora um ou outro detalhe, o estado de emergência já se tornou no novo normal, mas está longe de ser aceite da mesma forma por todos. Spoiler do fim desta história: o estado de emergência foi aprovado pela sexta vez pelo Parlamento.

A história repete-se e tão certo como um relógio de cuco. De 15 em 15 dias, o Parlamento é chamado a votar a renovação do estado de emergência, há duas semanas Eduardo Cabrita já tinha frisado que estes pontos na ordem do dia estariam para durar e, pelo menos até ao início do próximo ano — e antes da quadra natalícia — será necessário aprovar novamente a renovação do estado de emergência que começou nesta segunda vaga da pandemia. Mas se a fadiga dos portugueses é um dos fatores a ter em conta, talvez os parlamentares também já reflitam esse cansaço (com a progressiva diminuição de apoio ao Governo).

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