A presidente do sindicato dos médicos de São Tomé e Príncipe disse esta sexta-feira que os hospitais são-tomenses têm falta de medicamentos essenciais e quer que o governo encontre uma solução para este problema ainda este mês.

“Os medicamentos essenciais, esses medicamentos de urgência, esses medicamentos para salvar vidas, nós temos falta e isso incomoda-nos”, disse aos jornalistas Benvinda Vera Crus, médica que na quinta-feira se reuniu de urgência com o governo para pedir uma solução para o problema.

A responsável recordou que, no final do ano, é recorrente acontecer muitos incidentes e acidentes de viação que provocam a lotação hospitalar, sobretudo dos serviços de urgência do principal hospital do país, Aires de Menezes.

“Nós temos as celebrações do fim do ano, temos uma população bastante exigente e nós sentimo-nos muito vulneráveis durante os atendimentos no hospital Aires de Menezes”, explicou Benvinda Vera Cruz.

“Muitas das vezes, os pacientes e seus familiares acham que nós não estamos a prestar o nosso serviço como deve ser e pensam, por isso, que somos incompetentes”, acrescentou.

A reunião para analisar a situação nos hospitais decorreu durante quatro horas, no palácio do governo, e nela participaram os ministros da saúde e do planeamento, finanças e economia azul, líderes das duas centrais sindicais do país e representantes da direção do Hospital Aires de Menezes.

“Falámos da segurança dos profissionais da saúde tanto no hospital central como nas áreas de saúde, falámos da progressão na carreira dos médicos e algumas questões têm que ser já resolvidas”, afirmou.

A líder sindicato dos médicos afastou, para já, uma eventual paralisação dos serviços devido à insatisfação dessas exigências.

“Neste momento estamos a dialogar, não vamos entrar numa greve quando há alguém que nos quer ouvir”, explicou.

“Viemos colocar os problemas, é uma situação que todos conhecem, mas alertámos o governo que as coisas não melhoraram, elas continuam e queremos uma solução”, disse, adiantando que “há algumas coisas, cuja solução tem que ser agora, dentro de dois três dias”.

Nos últimos tempos têm ocorrido agressões e insultos a médicos e enfermeiros nos serviços de urgência.

O caso mais recente aconteceu há cerca de dois meses, quando familiares de um paciente agrediram um enfermeiro, que acabou por morrer.