A eleição presidencial deste domingo é “um dia especial para o Níger”, que experimentará a primeira transição democrática e pacífica desde a independência do país, afirmou o Presidente cessante, Mahamadou Issoufou.

“É um dia especial para o Níger que viverá, pela primeira vez na sua história, uma alternância democrática”, declarou o chefe do Estado, após ter votado na Câmara Municipal da capital Niamey.

Mahamadou Issoufou, de 68 anos, não se recandidatou à Presidência, após ter cumprido dois mandatos.

Esta será a primeira vez que haverá uma sucessão no país, que tem uma história marcada por golpes de Estado desde 1960.

“É também um dia especial para mim, é a primeira eleição em 30 anos para a qual não sou candidato”, disse Issoufou.

Depois de dez anos no poder, Issoufou diz esperar entregar a Presidência ao seu braço direito Mohamed Bazoum, de 60 anos, candidato do partido no poder e grande favorito na eleição, para a qual concorrem 30 candidatos.

“Esta alternância deve permitir ao Níger consolidar o seu estatuto de modelo de democracia em África”, considerou o ainda Presidente.

Esta opinião é contestada pelo ativista Moussa Tchangari, segundo o qual só existe uma aparência de democracia no Níger, devido ao desrespeito pelas liberdades e direitos.

Cerca de 7,4 milhões de eleitores dos 23 milhões habitantes do Níger foram chamados a exercer o voto para a eleição presidencial que se realiza em conjunto com as eleições legislativas.

Os constantes ataques dos ‘jihadistas’ mataram centenas de pessoas desde 2010, entre civis e soldados, e expulsaram centenas de milhares de pessoas de suas casas, (300.000 refugiados e deslocados no leste, perto da Nigéria, 160.000 no oeste, perto de Mali e Burkina Faso).