Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

É normal que as marcas com filosofia exportadora, sejam elas de automóveis, telemóveis, ou sapatos, estejam constantemente à procura de novos mercados onde colocar os seus produtos, para incrementar as vendas e o lucro. Daí que não espante que a PSA tenha decidido que a Peugeot, a sua marca que mais vende, depois da Europa e da China, iria voltar a atacar igualmente os EUA. E isto mesmo foi anunciado pelo português Carlos Tavares, o CEO do grupo francês.

Mas depois da fusão entre a PSA e a Fiat Chrysler Automobiles (FCA), que originou a Stellantis e que continua a ter Tavares como CEO, tudo indica que a Peugeot vai reconsiderar a sua entrada no mercado norte-americano. Este é um mercado enorme e muito disputado, mas com regras distintas e muito sensível ao preço. E se as marcas europeias absorvem uma fatia importante do segmento de luxo, essa “magia” limita-se à BMW, Mercedes e Audi.

Quem avança com a notícia é a Automotive News, com Jean-Philippe Imparato – que até aqui dirigiu a Peugeot e que depois da fusão se mudou para a Alfa Romeo – a admitir que a entrada no mercado americano vai ser reanalisada. “Discutimos o regresso da Peugeot nos EUA há cerca de um ano, um ano e meio, mas agora duvidamos que isso possa fazer parte dos novos tempos”, disse, numa referência ao período pós-fusão com a FCA.

Imparato admitiria ainda que “nos próximos meses e devido à nova estratégia, vamos ter de adaptar e reconsiderar todos os elementos, incluindo este”. A Stellantis conta com as marcas americanas para disputar o segmento em que poderia competir a Peugeot, com destaque para a Chrysler e a Dodge, com grande notoriedade do outro lado do Atlântico. Por outro lado, depois de um certo desaire na China, o maior mercado do mundo mas onde a PSA está a desinvestir por falta de resultados, como a Reuters reportou, é natural que a empresa repense o “ataque” ao mercado americano.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR