Janeiro foi o mês com o maior número de mortes provocadas pela Covid-19 no México desde o início da pandemia, um total de 32.729 óbitos, segundo dados das autoridades mexicanas.

Só nas últimas 24 horas, o país contabilizou 564 mortes e 5.448 casos confirmados devido ao novo coronavírus.

Na semana passada, o país registou igualmente vários recordes, quer em número de óbitos (1.803), quer em casos confirmados num só dia (22.339).

Com a agravamento da situação, o México passou esta semana a ser o terceiro país no mundo com mais mortes por Covid-19, depois dos Estados Unidos e Brasil, ultrapassando a Índia.

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Desde o início da pandemia, o México contabilizou 159.100 mortes e 1.869.708 casos.

O país é o 13.º em número de infetados, de acordo com a contagem independente da Universidade norte-americana Johns Hopkins.

O México iniciou a campanha de vacinação em 24 de dezembro, tendo já vacinado mais de 675 mil trabalhadores do setor da saúde, com mais de 43 mil a terem recebido a segunda dose, informaram as autoridades sanitárias na segunda-feira (madrugada de terça em Portugal).

O país, um dos primeiros do mundo a iniciar a vacinação, aposta em imunizar a população, de 130 milhões de habitantes, até março de 2022, mas o plano de imunização atrasou-se, devido a atrasos nas entregas da Pfizer e BioNTech.

O México conta com acordos para 34,4 milhões de doses da vacina da Pfizer, 77,4 milhões da britânica AstraZeneca, 35 milhões da CanSino e 34,4 milhões da plataforma Covax da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, o Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, que há uma semana anunciou estar infetado com a doença, negociou com o Presidente da Rússia, Valdimir Putin, o fornecimento de 24 milhões de doses da vacina russa Sputnik V.

O estado de saúde do governante “está a evoluir de forma favorável”, informou na segunda-feira o subsecretário da Saúde do México, Hugo López-Gatell, indicando que o Presidente “está praticamente assintomático”.

López-Gatell anunciou ainda que o país vai receber este mês entre 1,6 e 2,75 milhões de vacinas da AstraZeneca e da Universidade de Oxford através da plataforma Covax, da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Estas entregas fazem parte dos doses que o México deverá receber através daquela plataforma, somando-se aos 77,4 milhões que o Governo mexicano acordou diretamente com a farmacêutica britânica, e que serão embaladas no país para o resto da América Latina.

A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 2.227.605 mortos resultantes de mais de 102,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.